Guia do imóvel alugado

Dicas para cuidar do imóvel alugado

O que é do inquilino, o que é do proprietário e como resolver, com as próprias mãos, os problemas que mais aparecem no dia a dia. Sem juridiquês, direto ao ponto.

Profissional de manutenção fazendo um reparo sob a pia da cozinha de um apartamento

Antes de tudo

Duas coisas resolvem a maioria das dúvidas: saber de quem é cada conta, e lembrar que você talvez já tenha uma assistência incluída no seu seguro.

Quem paga o quê

A regra geral e a tabela com 30 situações do dia a dia

Existe uma regra simples que explica quase todos os casos: o que é estrutural, ou foi apontado na vistoria de entrada, é do proprietário. O que se usa, se desgasta e se troca no dia a dia é de quem mora.

Mesa com luminária, filtro de ar-condicionado, chaves e caixa de ferramentas aberta

Encanamento dentro da parede, estrutura e o que ficou registrado no laudo de entrada são do proprietário. Telhado depende da causa: sem causa aparente é do proprietário; se alguém subiu e danificou telha, é de quem mora. Lâmpada, chuveiro, vedação, rejunte, dobradiça, limpeza e as pequenas trocas do uso são de quem mora no imóvel.

A tabela abaixo está separada por ambiente e cobre as situações que mais aparecem no dia a dia. Os itens em destaque levam direto para a dica que ensina a resolver cada um.

SituaçãoCostuma ser dePor quê
Estrutura e construção
Cano estourado dentro da paredeProprietárioÉ estrutural e não depende do uso.
Infiltração vinda de laje ou fachadaProprietárioA origem está na construção, não no uso.
Telha quebrada, deslocada ou goteira pelo telhadoDepende da causaVento ou problema sem causa aparente: do proprietário. Alguém subiu e pisou na telha: de quem mora. Cada caso é avaliado.
Poste, padrão e relógio de energiaProprietárioFaz parte da instalação permanente.
Problema apontado na vistoria de entradaProprietárioComunicado por escrito no prazo, ele fica registrado no laudo.
Banheiro e hidráulica
Reparo da válvula de descargaQuem moraPeça interna que desgasta com o uso.
Mecanismo da caixa acopladaQuem moraBoia e vedante são peças de reposição.
Torneira pingando e reparo de registroQuem moraCourinho e vedação ressecam com o uso.
Sifão vazando ou entupidoQuem moraManutenção simples e periódica.
Anel de vedação do vaso sanitárioQuem moraPeça de vedação, troca de rotina.
Rejunte do box e das áreas molhadasQuem moraManutenção preventiva barata e periódica.
Porta-toalha, papeleira, saboneteira, assento do vasoQuem moraAcessórios de uso, que se gastam ou quebram.
Ralo, pia ou vaso entupidosQuem moraVem do que desce pelo ralo no dia a dia.
Armários e marcenaria
Dobradiça desregulada ou soltaQuem moraAjuste de uso, e forçar porta é o que arranca.
Trilho de porta de correr travado ou fora do lugarQuem moraTrava por falta de limpeza do trilho.
Armário estufado por água ou vazamentoQuem moraO MDF incha quando molha e não tem conserto.
Puxador, corrediça de gaveta, pé de armárioQuem moraPeças de uso que se soltam ou quebram.
Armário entregue sujo ou engorduradoQuem moraLimpeza é obrigação de quem usa o imóvel.
Elétrica e equipamentos
Lâmpada queimadaQuem moraÉ consumo do dia a dia, como pilha e filtro.
Resistência do chuveiro elétricoQuem moraPeça de uso, e a troca é simples e barata.
Tomada, interruptor, fechadura, campainha, interfoneQuem moraPeças que se gastam com o uso.
Filtro e higienização do ar-condicionadoQuem moraManutenção de rotina de quem usa.
Revisão anual do aquecedor a gásQuem moraManutenção periódica, exigida por norma.
Extintor: inspeção e recargaQuem moraEquipamento do imóvel, mantido por quem ocupa.
Luminária de emergência e sinalização (comercial)Quem moraSegue a mesma regra do extintor.
Rotina de conservação
Limpeza de calhas e caixa d’águaQuem moraManutenção preventiva de rotina.
Limpeza da caixa de gorduraQuem moraVem do uso da cozinha.
Controle de pragas e dedetizaçãoQuem moraAcompanha o uso e a limpeza do imóvel.
Limpeza do imóvel e conservação do pisoQuem moraCuidado diário de quem está morando.
Vidro e louça quebradosQuem moraCostuma vir de acidente durante a locação.
Está na tabela? Então você já tem a orientação geral. Ela segue o critério do contrato, mas cada caso é avaliado no imóvel e no laudo de entrada. Na dúvida, ou se o problema for do proprietário, avise a gente pelo WhatsApp (35) 98801-8181 ou por e-mail em aluguel@lealimoveis.com.

Antes de chamar alguém, veja a assistência 24 horas

A assistência do seguro pode enviar eletricista, encanador e chaveiro, conforme a apólice

O seguro contra incêndio do imóvel costuma vir com uma assistência residencial que muita gente esquece que tem. Dependendo do plano, ela manda eletricista, encanador e chaveiro sem custo, com um número de chamados por ano. Planos mais completos incluem também vidraceiro e desentupimento.

Celular sobre a mesa com ícone de telefone na tela, ao lado de chaves e de um abajur

Ou seja: aquele reparo que você ia pagar do bolso pode estar coberto. Vale sempre conferir antes.

Como usar: tenha em mãos a apólice do seguro e ligue para a assistência informada nela. Se você não souber qual é o seu plano, fale com a gente que te informamos qual é a seguradora e onde encontrar a apólice.
O seguro contra incêndio é contratado por quem mora, por sua conta, em seguradora autorizada pela SUSEP. A cobertura, os limites e o número de atendimentos por ano são definidos pela seguradora na apólice, e é nela que você confere o que o seu plano cobre.

Entender o seguro contra incêndio

Como pedir um reparo

Quando o reparo não é do tipo que dá para resolver sozinho, o caminho é este. Quanto mais completo o seu primeiro recado, mais rápido tudo anda.

Os 4 passos do pedido

Os quatro passos, do primeiro recado até o acerto do reembolso

Mande a solicitação pelo WhatsApp (35) 98801-8181 ou por e-mail para aluguel@lealimoveis.com. Pelo WhatsApp a conversa anda mais rápido, e o pedido fica registrado do mesmo jeito. Se puder, já envie fotos ou um vídeo curto do problema: isso costuma economizar uma visita inteira.

Mãos fotografando com o celular uma torneira de cozinha pingando
Avise assim que perceber. Dúvida, pedido de reparo, foto e vídeo vão pelo WhatsApp, que é mais ágil. O e-mail fica para o que precisa ser formalizado, como a comunicação de divergência da vistoria e a resposta a uma notificação. E há um motivo prático para não deixar para depois: quando o problema fica sem comunicação e o estrago aumenta, a parte que cresceu nesse tempo pode ser atribuída a quem mora, mesmo em problema de origem estrutural.

1. Avaliação

Recebemos o seu pedido, analisamos o que aconteceu e identificamos de quem é aquele reparo. É aqui que a gente te diz se é um caso do proprietário, seu, ou se a assistência 24 horas do seguro cobre o atendimento.

2. Combinação

Definido de quem é, combinamos como será feito. Se for do proprietário, levamos os orçamentos para a aprovação dele, ou ele indica um profissional de confiança. Se for seu, podemos indicar prestadores para você pedir orçamento.

Quer adiantar? Você já pode providenciar um orçamento enquanto falamos com o proprietário. Costuma encurtar bastante o caminho.

3. Execução

Com o profissional escolhido, o agendamento fica com você, porque é você quem tem a posse do imóvel e sabe o melhor horário. Precisamos do seu apoio nessa parte.

4. Conclusão

Terminado o serviço, confirme para a gente que ficou tudo certo. Se o reparo era do proprietário e ficou combinado por escrito que você adiantaria o pagamento, envie a nota e o comprovante para aluguel@lealimoveis.com.

Importante sobre o reembolso: quando um reparo do proprietário for adiantado por você, isso precisa ter sido autorizado por escrito antes do serviço, com o orçamento aprovado. O valor autorizado é acertado na forma combinada com o proprietário. Não desconte do aluguel por conta própria: boleto pago a menos é lido como atraso e gera encargos. Combine sempre com a gente antes.

Lista de prestadores

Como pedir a lista e o que conferir antes de contratar

Temos uma lista de profissionais que já atenderam imóveis da nossa carteira. Peça a lista atualizada no WhatsApp e enviamos.

Profissional de manutenção com caixa de ferramentas na porta de um apartamento

A indicação é uma cortesia para facilitar a sua vida: a contratação, o pagamento e a garantia do serviço são feitos direto entre você e o profissional. A LEAL orienta e indica, mas não executa o serviço nem responde por ele.

Duas dicas que evitam dor de cabeça: peça sempre orçamento por escrito antes de autorizar o serviço, e confira ao final se foi feito exatamente o que vocês combinaram.

Pedir a lista atualizada no WhatsApp

Precisa de um serviço que não está na lista? Fale com a gente que tentamos indicar alguém de confiança.

Se o reparo for feito, que a peça seja equivalente

Quando trocar alguma peça do imóvel, a substituição é por peça nova, da mesma qualidade e marca da que estava lá. Isso evita discussão na saída e mantém o imóvel do jeito que você recebeu. Se a peça exata não existir mais no mercado, fale com a gente antes de comprar.

Quando o profissional for do proprietário

Se o reparo é por conta do proprietário e ele manda um profissional, vale combinar um horário e deixar entrar. Adiar demais deixa um problema pequeno virar grande, e aí a conta acaba mudando de lado. Marcar logo é o que protege você. Se o horário não der, é só avisar a gente que passamos o recado para quem vai fazer o serviço.

Resolva você mesmo

A maior parte do que aparece no dia a dia se resolve com paciência e uma chave de fenda. Aqui vão os casos mais comuns, explicados passo a passo.

Três testes que respondem sozinhos

Borra de café, papel-alumínio e a base do vaso

Antes de chamar alguém ou gastar com peça, estes três testes não custam nada e já dizem de onde vem o problema.

Papel-alumínio colado na parede perto do rodapé e xícara com borra de café no piso

A borra de café diz se a descarga está vazando

Jogue um pouco de borra de café dentro do vaso e espere uma hora sem dar descarga. Se a borra continuar boiando parada, está tudo certo. Se ela se espalhou ou sumiu da superfície, tem água passando sem parar, e é hora de trocar o reparo ou o vedante.

O papel-alumínio separa mofo de infiltração

Cole um quadrado de papel-alumínio de uns 30 cm bem esticado sobre a mancha, vedando as bordas com fita, e deixe de 24 a 48 horas. Gotas no lado virado para o cômodo são condensação, e resolvem com ventilação. Gotas no lado virado para a parede significam água vindo de dentro dela, e aí vale avisar a gente.

Secar a base do vaso mostra a origem da poça

Seque tudo muito bem e observe. Se a água volta logo depois da descarga, é a vedação com o esgoto. Se aparece devagar e sem parar, olhe primeiro os parafusos de fixação, que quando afrouxam fazem o vaso balançar e vazar aos poucos.

Nenhum desses testes estraga nada e todos podem ser refeitos quantas vezes quiser.

Acessórios que você pode instalar

Cortina, prateleira, rede de proteção e o que não pode furar

Deixar o imóvel com a sua cara é natural, e dá para fazer isso sem criar problema na devolução. A regra de ouro é simples: prefira sempre o que sai sem deixar marca.

O que você instala é custeado por você, e sai com você. Na devolução, o imóvel volta ao estado original: os furos são tamponados e a parede repintada. Por isso a escolha do suporte faz tanta diferença: o que fixa por pressão ou ventosa não deixa nada para desfazer depois.
O ponto mais importante: não fure azulejo, cerâmica, porcelanato ou porta, e evite colar adesivo nessas superfícies. Uma peça trincada é cara e quase sempre não existe mais igual no mercado. Para banheiro, cozinha e área de serviço, use suportes de pressão ou ventosa, que hoje aguentam bastante peso.

Cortinas e persianas

Os modelos mais simples se prendem por suporte ou varão. Prefira os que usam pressão ou fixação em parede pintada, sem revestimento. Ao sair, é só retirar e levar com você.

Assento do vaso sanitário

Trocar por questão de higiene é comum. Guarde o original e recoloque na saída, ou combine com a gente se preferir deixar o novo.

Lâmpadas

Se uma lâmpada queimar ou faltar, você pode comprar do tipo que preferir. Na saída, pode levar as que comprou, desde que deixe todos os pontos de luz funcionando. Bocal vazio conta como pendência na vistoria, então o mais prático é repor por uma simples.

Se ao entrar você encontrar ponto de luz sem lâmpada ou com lâmpada queimada, nos avise dentro do prazo da vistoria de entrada, que registramos no laudo. É o registro no laudo que vale na devolução.

Porta-toalhas, porta-xampu e papeleira

Aqui a escolha certa faz toda a diferença: use os modelos de pressão ou ventosa, feitos justamente para não furar. Existe muita opção boa e barata, e eles saem sem marca.

Prateleiras e quadros

Em parede pintada, sem revestimento, dá para fazer pequenos furos para quadros e prateleiras. Em parede com azulejo ou cerâmica, não. Para quadros leves, os ganchos adesivos resolvem bem e não deixam marca.

Redes de proteção

Segurança em primeiro lugar, e esse é um pedido que sempre atendemos. Três cuidados fazem a instalação ficar bem feita: contrate profissional especializado, garanta que a fixação não danifique o revestimento, e combine com a gente antes se a retirada na saída será necessária.

Se o imóvel já veio com rede instalada, mande revisar periodicamente. O sol castiga o material com o tempo e a revisão é barata perto do risco.
Cortina de tecido claro instalada em varão preto, em quarto com parede bege
Varão fixado em parede pintada, sem revestimento
Assento sanitário branco novo, ainda fora do vaso
Guarde o assento original para recolocar na saída
Lâmpada LED de bulbo branco com rosca E27
Na saída, todo ponto de luz precisa estar funcionando
Suporte de canto de plástico transparente fixado por ventosa na parede do box
Suporte de ventosa: segura bem e sai sem marca
Prateleira de madeira clara na parede com porta-retratos e vaso pequeno
Furo só em parede pintada, nunca em azulejo
Janela de quarto com rede de proteção instalada
Rede de proteção: sempre com profissional especializado

Quer trocar o chuveiro por um mais potente?

Dá para fazer, mas esse é um caso que precisa de autorização do proprietário por escrito antes da obra, porque mexe na fiação. Fale com a gente que levamos o pedido, com o orçamento, para ele avaliar. Com a autorização por escrito, fica combinado antes da obra se haverá acerto de valor e como ele será feito. Sem essa autorização, não há reembolso, e o chuveiro original volta na saída.

Infiltração e a manutenção do rejunte

Como descobrir a origem da mancha e como refazer o rejunte

Infiltração é a água passando por onde não devia: uma trinca, uma falha de vedação, um cano. Ela quase sempre começa pequena, e é aí que sai barato resolver.

Parede interna com mancha escura de umidade e tinta descascando perto do rodapé

Como reconhecer

  • Mancha escura ou esverdeada que cresce devagar
  • Bolha na pintura ou tinta soltando
  • Rodapé inchado e cheiro de umidade parado
  • Gotejamento no teto depois da chuva

O que fazer primeiro

Observe quando a mancha aparece. Se piora depois da chuva, a origem costuma ser externa, telhado ou fachada. Se é constante e perto de um banheiro, cozinha ou box, geralmente é vedação ou cano. Em prédio, avise também o síndico, porque a origem pode estar no apartamento de cima ou na área comum.

Nem toda mancha é cano furado. Duas causas muito comuns não têm nada a ver com vazamento, e conhecê-las evita quebrar parede à toa:
  • Umidade que sobe do chão. A mancha começa no rodapé e sobe uns 30 a 50 cm, com bolha e tinta descascando nessa faixa. Vem do solo, não de cano
  • Condensação. Pontinhos pretos finos e espalhados em parede fria, atrás de armário ou em banheiro sem janela. A parede está seca ao toque. Isso é ar úmido condensando, e o caminho é o do mofo de ventilação, logo abaixo
Infiltração vinda de estrutura ou de cano dentro da parede é do proprietário, e nós levamos o caso para ele. Pelo telhado, depende da causa: telha deslocada pelo vento ou problema sem causa aparente fica com o proprietário; telha quebrada porque alguém subiu e pisou fica com quem mora. Cada caso é avaliado. Mas avise assim que perceber: avisar cedo protege você. Se o problema fica meses sem tratamento, a parte do estrago que cresceu nesse tempo acaba ficando com quem mora.

O rejunte: pequeno, barato e decisivo

O rejunte é aquele preenchimento entre as peças do piso e do azulejo. Ele não é só estético: é a barreira que protege a junta e dificulta a passagem de água por baixo do revestimento. Quando ele falha, a água encontra caminho, e o que era uma manutenção de poucos reais vira infiltração de verdade. Manter o rejunte em dia é uma das manutenções mais baratas que existem, e é cuidado de quem mora.

Refazer é simples e você mesmo consegue. Raspe o rejunte velho e solto, limpe bem, deixe secar, aplique o novo com uma espátula de borracha e retire o excesso com esponja úmida. Escolha o tipo certo: área seca pede rejunte comum, e área molhada, como box e cozinha, pede um rejunte próprio para umidade, que costuma ser identificado na embalagem.

Quando fazer: sempre que notar falha, escurecimento ou pedaço solto, principalmente no box. Uma olhada a cada seis meses resolve.

Mofo na parede e no guarda-roupa

Separar mofo de ventilação de mofo de infiltração, e limpar com segurança

Mofo é a dúvida que mais aparece, e ele tem duas origens bem diferentes.

Guarda-roupa aberto e arejado ao lado de uma janela aberta

Mofo de ventilação

É o mais comum. Aparece atrás de móveis encostados na parede, dentro de armários fechados e em cômodos que ficam o dia todo sem abrir. A ordem certa é limpar primeiro e ventilar depois, porque a ventilação evita que o mofo volte, mas não faz sumir o que já está lá. Esse cuidado é de quem mora.

  • Afaste o móvel da parede. No mínimo 2 cm, e de 5 a 10 cm se a parede for externa ou dividir com o banheiro, porque aí ela é mais fria
  • Ventile 10 a 15 minutos por dia, de manhã, abrindo janelas de lados opostos para o ar atravessar a casa
  • Em dia de chuva ou neblina o ar de fora está mais úmido que o de dentro, então deixe para ventilar no meio da manhã ou à tarde
  • O banheiro é prioridade: porta e janela abertas alguns minutos depois do banho evitam mofo na casa toda
  • Não seque roupa dentro de casa com tudo fechado, e não guarde roupa ainda úmida no armário

Como limpar o mofo com segurança

Esfregar mofo joga no ar muito mais esporo do que o mofo parado na parede. Vale fazer com cuidado.

  • Abra janela e porta e ventile durante todo o processo
  • Use luva de borracha e máscara PFF2 ou N95. Máscara de pano não filtra esporo
  • Tire roupa e objeto de tecido da área antes de começar
  • Nunca escove a seco. Umedeça sempre antes de mexer
  • Água sanitária diluída no balde, na proporção indicada no rótulo do produto. Nunca aplique pura
  • Deixe agir de 10 a 20 minutos, remova com pano úmido e seque bem
Nunca misture água sanitária com outro produto. Nem vinagre, nem amoníaco, nem desinfetante, nem outro produto de limpeza. A mistura pode liberar gases tóxicos. Escolha um produto e use só ele. E quem tem asma ou rinite não deveria fazer esse tipo de limpeza.
Não pinte por cima. O mofo atravessa a tinta nova e volta em semanas. E clarear a mancha não significa resolver: em parede com mofo entranhado o caminho é acabar com a umidade, raspar a tinta comprometida, aplicar fundo preparador e repintar com tinta que tenha aditivo antimofo.

Mofo de infiltração

Esse vem acompanhado de mancha úmida que não seca, tinta descascando ou parede fria ao toque, e não melhora por mais que você ventile. Aí a origem é outra, e provavelmente é caso para o proprietário resolver. Avise a gente.

Como diferenciar na prática: limpe a área e observe com o ambiente ventilado. Dê tempo de verdade, de duas a quatro semanas, ou até passar um período de chuva. Se não voltar, era ventilação. Se voltar no mesmo lugar, tem água vindo de algum canto.
O teste do papel-alumínio, que é mais rápido: cole um quadrado de papel-alumínio de uns 30 cm bem esticado sobre a área, vedando as bordas com fita, e deixe de 24 a 48 horas. Se as gotas aparecerem no lado virado para o cômodo, é condensação, e resolve com ventilação. Se aparecerem no lado virado para a parede, tem água vindo de dentro dela, e aí é caso de avisar a gente.

Descarga com problema

Válvula de parede e caixa acoplada, peça por peça

Existem dois tipos no dia a dia, e o conserto é bem diferente em cada um.

Válvula de parede

É aquela instalada direto na parede, acionada por um botão. Os problemas mais comuns são água correndo sem parar, descarga fraca ou botão duro.

A peça que resolve chama-se reparo, ou kit de reparo, e é barata. Na loja, peça pela marca e pela bitola da sua válvula, porque cada fabricante tem a sua, e o mais seguro é levar a peça velha junto. Feche o registro antes de abrir qualquer coisa.

Descarga fraca muitas vezes não é peça, é regulagem. A válvula tem um registro próprio, e o fabricante publica quantas voltas ele deve ter conforme a pressão da água. Trocar o reparo sem ajustar esse registro não resolve. E tem um caso em que nenhum reparo adianta: casa térrea com caixa d’água baixa não gera pressão suficiente para a válvula de parede, e aí a descarga é fraca por projeto.
Válvula de descarga cromada instalada na parede acima do vaso sanitário, com água escorrendo pela borda e descendo pelo azulejo, sinal de que o reparo interno precisa de manutenção

Caixa acoplada

É a caixa em cima do vaso. Por dentro ela tem duas peças, e elas se trocam separadamente, o que costuma sair bem mais barato que trocar o conjunto inteiro:

  • A torneira de boia, que enche a caixa e fecha no nível certo
  • A torre de descarga, com o vedante na base, que solta a água e veda o fundo entre uma descarga e outra

Dá para descobrir qual é pelo sintoma:

  • Água escorrendo para dentro do vaso o tempo todo: vedante ressecado ou sujeira no encaixe dele
  • Água subindo acima do ladrão e escorrendo: torneira de boia não está fechando, ou a boia está desregulada
  • Caixa demorando a encher: torneira de boia suja ou registro parcialmente fechado
  • Botão ou alavanca falhando: acionamento da torre de descarga
Antes de comprar, confira a marca e o modelo do vaso. “Mecanismo universal” não serve em tudo.
Caixa acoplada aberta mostrando o mecanismo interno de boia e acionamento
Como saber se a sua descarga está vazando: jogue um pouco de borra de café dentro do vaso e espere uma hora sem dar descarga. Se a borra se espalhou ou sumiu da superfície, tem água passando sem parar. É o teste que as concessionárias ensinam e não custa nada.
Vale consertar rápido. Uma válvula em bom estado gasta de 6 a 10 litros por acionamento; com defeito, pode chegar a 30 litros de cada vez, segundo as concessionárias de água. O vaso sanitário já responde por cerca de 30% do consumo de água da casa, então esse é daqueles reparos que se pagam sozinhos.

Trocas simples de mecanismo e pequenas peças fazem parte da manutenção de quem mora. Se o profissional constatar um problema maior, na tubulação ou na estrutura, fale com a gente por escrito para avaliarmos o caso.

Sifão vazando

De onde vem o cheiro e de onde vem o vazamento

O sifão é a peça curvada embaixo da pia. Além de levar a água embora, é ele que segura o cheiro do esgoto. Manutenção simples e rápida, e evita entupimento, mau cheiro e mosquinha.

Cheiro e vazamento são problemas diferentes. O cheiro vem da perda do fecho hídrico, que é a água parada dentro da curva do sifão funcionando como tampa contra o gás do esgoto. Ela some por evaporação quando o banheiro fica semanas sem uso, ou quando o sifão foi instalado esticado demais e perdeu a curva. Já o vazamento quase sempre é o anel de vedação ressecado ou a porca mal apertada.
Vai viajar? Antes de sair, jogue um copo de água em cada ralo e na pia. Isso repõe a água do sifão e evita voltar para uma casa com cheiro de esgoto.

Sifão de plástico

Confira se as conexões estão bem encaixadas e as porcas firmes, sem forçar demais para não espanar. Verifique se o anel de vedação está no lugar e inteiro. Se estiver ressecado, troque, custa pouco. Se o seu sifão for do tipo com copo, desrosqueie e lave, porque resíduo acumulado ali entope e piora o cheiro.

Sobre o sifão sanfonado: aquele flexível, em forma de fole. Ele não tem copo para lavar, as dobras internas seguram gordura e cabelo e entopem com facilidade, e como é flexível quase sempre acaba instalado esticado demais, o que desfaz a curva e deixa passar cheiro mesmo estando novo. Se for trocar, prefira o sifão rígido de copo. E se ficar com o sanfonado, não estique: a parte de baixo precisa ficar rebaixada em relação à saída da parede, formando o bolso de água.
Sifão plástico sob a pia, com o copo sendo desrosqueado para limpeza

Sifão metálico

Dura mais que o de plástico e a limpeza é igualmente simples: desrosqueie o copo, lave e recoloque. Confira as vedações e, se notar ponto de corrosão ou rosca danificada, vale trocar a peça.

Sifão cromado metálico de pia, visto de perto
Em prédio, às vezes o zelador dá uma mão nesse tipo de ajuste. Vale perguntar antes de chamar alguém.

Ralo, pia ou vaso entupidos

O que previne, o que resolve e o que nunca usar

Entupimento quase sempre vem do que desce pelo ralo no dia a dia, e por isso a manutenção fica com quem mora. A boa notícia é que prevenir é fácil.

Pia de inox com peneira no ralo e desentupidor de borracha ao lado

Prevenção que funciona

  • Use protetor de ralo em todas as pias e no box, e limpe com frequência
  • Nunca jogue óleo de cozinha na pia. Guarde em garrafa e descarte no lixo. Um único litro de óleo pode poluir milhares de litros de água
  • No vaso, só papel higiênico. Fio dental, cotonete e lenço umedecido entopem
  • Se o imóvel tem caixa de gordura, abra e limpe periodicamente

Se já entupiu

Comece pelo mais simples: desentupidor de borracha, com paciência. É a orientação que as próprias concessionárias dão. Para pia, limpar o copo do sifão resolve boa parte dos casos.

Água morna, nunca fervente. Tubo de esgoto de PVC comum trabalha até 45 graus, e água fervente deforma o tubo e as juntas. Tem outro detalhe: a água fervente derrete a gordura e a empurra tubo adentro, onde esfria e endurece de novo, mais longe e mais difícil de alcançar.
Não use soda cáustica. Ela queima pele e olhos com gravidade, solta gases irritantes em ambiente fechado e reage de forma violenta se misturada com outro desentupidor. E dentro do cano a reação com a água e a gordura passa de 100 graus, o que amolece e deforma o PVC justamente nas curvas e nas emendas.
Se o entupimento atinge vários pontos ao mesmo tempo, ou volta sempre no mesmo lugar depois de desentupido, pode ser algo na tubulação principal. Nesse caso avise a gente antes de gastar com desentupidora.

Baratas, formigas e cupim

Por onde elas entram e o que fazer ao ver sinal de cupim

Praga aparece em imóvel novo e em imóvel antigo, e quase sempre pelo mesmo motivo: encontrou água, comida ou uma fresta. O controle acompanha o uso do imóvel, então é cuidado de quem mora, e prevenir é bem mais barato que dedetizar.

Ralo quadrado de inox com tampa abre e fecha, em piso de porcelanato claro

Baratas

Na maioria das vezes elas não nascem dentro de casa: sobem pela rede de esgoto. Por isso a prevenção é toda nos pontos de entrada.

  • Protetor em todos os ralos, inclusive o da área de serviço e o do box. É a medida que mais funciona
  • Ralo que fica muito tempo sem uso perde a água do sifão e vira porta aberta. Jogue um copo de água de vez em quando
  • Não deixe louça suja nem restos na pia durante a noite, e mantenha o lixo tampado
  • Vede frestas atrás do fogão, embaixo da pia e na saída da tubulação
  • Se o imóvel tem caixa de gordura, limpe periodicamente. Caixa cheia é criadouro

Formigas

Formiga entra atrás de açúcar e migalha. Guarde açúcar, farinha e biscoito em pote fechado, limpe respingo doce na hora e siga a trilha até achar por onde elas entram, que costuma ser uma fresta de janela ou rodapé. Vedar a entrada resolve mais que matar as que estão andando.

Mosquito da dengue

Água parada é o único ingrediente que ele precisa. Os lugares que mais passam despercebidos são o pratinho do vaso de planta, a calha entupida, o tonel, a bandeja atrás da geladeira e a caixa d’água mal tampada. Uma olhada a cada semana resolve. Veja também as dicas de calhas e caixa d’água.

Cupim

Esse merece atenção e pressa, porque cupim não para sozinho.

  • Sinais: pozinho parecido com serragem no chão, sempre no mesmo canto; asas soltas perto da janela depois de um dia quente; madeira que soa oca ao bater; galeria de terra subindo pela parede
  • Se for em móvel seu, o tratamento é seu, e vale isolar a peça antes que passe para os embutidos
  • Se for em batente, rodapé, forro, estrutura ou armário embutido do imóvel, avise a gente assim que perceber. Esse caso é avaliado à parte, porque pode ter origem na construção
Cupim descoberto cedo é um reparo pontual. Descoberto tarde, vira troca de madeiramento. Por isso, não espere para avisar.

Quando vale dedetizar

Se a prevenção não está dando conta, dedetização é um serviço rápido e acessível, e a manutenção durante a locação fica com quem mora. Contrate empresa licenciada, avise vizinhos se for em prédio e guarde o comprovante, que pode ser solicitado na vistoria de saída.

Chuveiro elétrico

Trocar a resistência com segurança, passo a passo

É o aparelho mais usado da casa, e por isso a resistência acaba queimando de tempos em tempos. Trocar é simples e a peça é barata.

Chuveiro elétrico branco instalado em box de banheiro

Sinais de que a resistência queimou

O sintoma clássico é um só: a água parou de esquentar, mas continua saindo normalmente. Antes de concluir que é a resistência, confira duas coisas rápidas: se o disjuntor não desarmou e se a chave de temperatura não ficou na posição desligada.

  • Esquenta só em uma posição da chave. Pode ser a resistência rompida em parte, mas também é comum ser a própria chave seletora
  • A água esquenta e esfria alternando. Esse quase nunca é a resistência, porque resistência queimada não alterna, ela para. Costuma ser pouca pressão de água ou mau contato na fiação, e aí o caso é de eletricista

Antes de trocar, o essencial

Desligue o disjuntor do chuveiro antes de qualquer coisa. Não basta desligar a chave do aparelho. Depois de desligar, confirme: acione o chuveiro e ele não pode ligar de jeito nenhum. Avise quem está em casa para ninguém religar enquanto você estiver mexendo. Confira também que a água está fechada e que você está com o pé seco e calçado.

Com a energia desligada, abra a tampa, retire a resistência queimada e coloque a nova, do mesmo modelo e potência. Feche a tampa, abra o registro e deixe a água encher a câmara antes de religar o disjuntor: ligar com a câmara vazia queima a peça nova na hora. Só depois religue e teste.

Siga sempre o manual do fabricante. Ele traz a instalação correta, a forma certa de trocar a resistência e as condições de garantia do seu modelo. Se o chuveiro for de outra voltagem, se o manual não estiver com você, ou se tiver qualquer dúvida sobre a fiação, chame um eletricista. A assistência 24 horas pode cobrir essa visita.
Confira a voltagem antes de comprar. Resistência de 127V em rede de 220V recebe cerca de três vezes a potência de projeto e queima na hora, muitas vezes no primeiro banho. O contrário entrega um terço e o banho fica morno mesmo no máximo. Vale usar a posição de verão sempre que der, porque o chuveiro é o aparelho que mais pesa na conta de luz.

Sem água quente no aquecedor a gás

Três verificações, o que fazer com cheiro de gás e a revisão anual

Antes de chamar alguém, três verificações rápidas resolvem a maioria dos casos.

Aquecedor a gás de passagem instalado em área de serviço ventilada, com registro de gás abaixo
  • O gás. Botijão vazio ou registro fechado é a causa mais comum. Se não houver nenhum cheiro de gás, teste acendendo a boca do fogão
  • A pressão da água. Muitos aquecedores só ligam com uma vazão mínima. Se a caixa d’água está baixa ou o filtro da torneira entupido, ele não acende
  • A chama piloto. Em modelos mais antigos, ela pode apagar. O manual costuma trazer o passo de reacender
  • A pilha. Muitos aquecedores acendem por centelha elétrica, movida a pilha. Pilha fraca é uma das causas mais comuns de não acender, e a troca custa pouco
  • O painel. Se o seu modelo tem visor, veja se aparece código de erro. O manual traz o significado de cada um
Sentiu cheiro de gás? Não acenda e não apague nada. Nem luz, nem fogão, nem interruptor, nem aparelho na tomada, porque apagar solta faísca tanto quanto acender. Não use o celular dentro de casa, nem para ligar, nem a lanterna, e não ligue ventilador para apressar a ventilação. Feche o registro do gás e a válvula do botijão, abra portas e janelas e saia. Já do lado de fora, ligue para a distribuidora de gás. Se o cheiro for forte ou não passar, chame o Corpo de Bombeiros no 193.

Se nada disso resolveu

Aquecedor a gás é equipamento que pede técnico especializado, tanto pela segurança quanto pela garantia. Fale com a gente que orientamos o caminho, e confira antes se a sua assistência 24 horas cobre o atendimento.

A revisão anual não é dica, é norma

Aquecedor a gás precisa de revisão por profissional qualificado pelo menos uma vez por ano. Isso está na norma técnica ABNT NBR 13103 e a Comgás repete em todas as orientações. Não é assunto de economia de gás, é de segurança.

O motivo é sério: quando a queima do gás não é completa, o aparelho produz monóxido de carbono, um gás tóxico que não tem cheiro, não tem cor e não dá para perceber. É o que está por trás dos acidentes com aquecedor em banheiro.

Duas coisas que nunca podem ser feitas: fechar, vedar ou tapar com móvel as aberturas de ventilação do ambiente, nem no frio, porque a queima do gás consome o oxigênio do ar; e usar o aquecedor ou o duto para secar roupa ou guardar objeto, porque obstrui a entrada e a saída de ar.
De olho no duto de exaustão: se estiver solto em alguma ponta, rasgado ou com pontinhos pretos, que são furos de corrosão, chame o técnico antes de usar o aquecedor de novo.

Água na base do vaso sanitário

De onde vem a poça e como descobrir a causa

Poça de água em volta da base costuma assustar, mas geralmente é a vedação, não o vaso. Vale agir rápido, porque água parada ali infiltra no contrapiso e pode chegar até o vizinho de baixo.

Poça de água se espalhando no piso ao redor da base de um vaso sanitário branco

Como identificar a origem

Seque tudo muito bem e observe:

  • A água volta logo depois da descarga: é a vedação entre o vaso e o esgoto, o anel de cera ou de borracha
  • Aparece devagar e sem parar: pode ser a entrada de água ou a conexão da caixa, mas confira antes uma causa simples e muito comum, que são os parafusos de fixação frouxos. O vaso balança um pouquinho a cada uso, rompe a vedação e vaza aos poucos
  • Molha só ao redor do assento: costuma ser respingo, e aí é só ajustar o assento
  • A louça está “suando” por fora em dia quente e úmido: isso é condensação, não vazamento nenhum. Nesse caso não há o que consertar

Como resolver

A troca do anel de vedação é um serviço rápido para um encanador e a peça custa pouco. Envolve soltar o vaso, trocar o anel e reinstalar nivelado. Não é difícil, mas exige jeito para não trincar a louça, então costuma valer a pena chamar alguém.

O anel é de uso único. Toda vez que o vaso for retirado, por qualquer motivo, o anel tem que ser trocado. Reaproveitar é o que faz o vazamento voltar em poucas semanas.
Esse é outro caso que a assistência 24 horas do seguro frequentemente cobre. Confira antes de contratar por fora.

Torneira pingando ou registro vazando

Courinho, reparo cerâmico e o registro que emperra

Aquele pingo que ninguém conserta desperdiça mais do que parece. Uma torneira apenas gotejando pode gastar dezenas de litros por dia, mais de mil litros por mês. Em filete, o desperdício passa de centenas de litros por dia. E o conserto é dos mais simples que existem.

Registro de pressão de parede com acabamento cromado, aberto para manutenção

O que costuma ser

  • Torneira pingando mesmo fechada: a peça depende do tipo da torneira. Se ela dá várias voltas para abrir, é de compressão, e a peça é o courinho. Se abre com um quarto de volta só, é de cerâmica, e a peça é o reparo cerâmico, também chamado de cartucho. São produtos diferentes, então repare no tipo antes de ir à loja, ou leve a peça velha junto
  • Vazamento pelo volante do registro: costuma ser a vedação da haste, que ressecou
  • Registro duro ou que não fecha: o reparo interno pode ter travado por falta de uso

Como trocar

Feche o registro geral do imóvel, abra a torneira para aliviar a pressão, desmonte o acabamento, troque a peça interna e monte de volta. Leve a peça velha na loja para comprar igual, que é o jeito mais seguro de acertar o modelo.

Antes de comprar peça, abra e limpe. Um grão de areia preso no assento faz a torneira pingar do mesmo jeito que um vedante gasto, e a limpeza é de graça.
Registro que fica muito tempo sem uso emperra. Abrir e fechar todos os registros da casa uma vez por ano evita que a haste trave. Um detalhe que faz diferença: depois de abrir totalmente, gire um quarto de volta no sentido de fechar, para a haste não ficar presa no batente.
Nunca force um registro travado. Forçar o volante pode quebrar o registro ou romper a tubulação dentro da parede, que é o reparo mais caro que existe numa casa. Se travou, chame um profissional.

Calhas e caixa d’água

Duas limpezas por ano e a desinfecção que quase todo mundo pula

São duas manutenções baratas, rápidas, que quase ninguém lembra, e que evitam justamente os problemas mais caros da casa.

Calha metálica limpa em telhado de telhas cerâmicas, com caixa d’água tampada ao fundo

Calhas

Folha, galho e poeira entopem a calha e a água transborda pela parede. É assim que nasce boa parte das infiltrações. O ideal é limpar pelo menos duas vezes por ano, antes das chuvas e depois da queda das folhas. Se houver árvore perto do imóvel, a cada três meses.

Sobre subir para limpar: não suba. Mesmo em casa térrea a calha costuma ficar a mais de 2 metros do chão, e pela norma de segurança do trabalho isso já conta como trabalho em altura. Uma queda de 3 metros machuca do mesmo jeito, e ainda tem o risco de pisar em telha e afundar. Contrate quem tenha escada adequada, cinto de segurança e treinamento.

Caixa d’água

A Copasa recomenda limpar a cada seis meses e manter a caixa sempre bem tampada. O roteiro abaixo segue o que as concessionárias orientam.

  1. Confira que a escada de acesso está bem firme e que não há risco de queda
  2. Feche a entrada de água, ou amarre a boia, e use a água da caixa até quase o fim
  3. Deixe um palmo de água no fundo e tampe a saída, para a sujeira não descer pela tubulação da casa
  4. Esfregue as paredes internas com pano úmido ou escova de cerdas macias. Nada de escova de aço, sabão ou detergente
  5. Retire a sujeira do fundo com pá de plástico e pano, e seque
A parte que quase todo mundo pula: a desinfecção. Para a quantidade de água sanitária e o tempo de ação, siga a orientação da Copasa, ou contrate uma empresa especializada. Depois esvazie abrindo todas as torneiras e dando descarga, para desinfetar também os canos. Sem essa etapa a caixa fica limpa, mas não desinfetada.

Encha de novo e use essa primeira água para lavar quintal e piso, não para beber. Anote a data da limpeza do lado de fora da caixa e já marque a próxima.

Tampa bem fechada também é questão de dengue. Segundo o Ministério da Saúde, boa parte dos criadouros do mosquito está em depósitos de água para consumo humano. Confira se a tampa está inteira, sem rachadura e bem encaixada, e coloque uma tela fina no cano do ladrão, o extravasor, que é a entrada que todo mundo esquece. O mesmo cuidado vale para cisterna e tonel.

Armários: o que mais dá problema

Água, batida de vassoura, dobradiça desregulada e trilho travado

Armário é o campeão de reparo na devolução, e quase sempre por coisas pequenas que dava para evitar. A boa notícia é que todas elas são fáceis de prevenir.

Mão ajustando com chave de fenda a dobradiça da porta de um armário branco

Água é o pior inimigo

A maioria dos armários é de MDF ou MDP, e esse material incha quando molha e não volta ao normal. Não existe conserto: a peça tem que ser trocada.

  • Olhe embaixo da pia de vez em quando. Vazamento pequeno de sifão pinga por semanas sem ninguém notar e estufa o fundo do armário. É a causa número um
  • Seque respingo na hora, principalmente no rodapé do armário da cozinha e no do banheiro
  • Não guarde panela ou louça ainda molhada
  • Se o armário fica em parede que dá para o box, confira o rejunte do outro lado

Vassoura, rodo e cadeira

Batida de vassoura e de rodo no pé do armário é tão comum que tem nome na vistoria. A marca fica na lateral e no rodapé, onde o revestimento lasca. Na hora de varrer, encoste com jeito. O mesmo vale para cadeira empurrada contra a porta do armário da cozinha.

Dobradiça e trilho

Porta que começa a raspar ou a fechar torta quase sempre é só regulagem, e resolver cedo evita o estrago.

  • Dobradiça: a maioria tem dois parafusos de ajuste, um que regula a altura e outro a profundidade. Um ajuste de meia volta já endireita a porta. Não force porta emperrada, porque é assim que a dobradiça arranca o pedaço do MDF
  • Trilho de porta de correr: o trilho de baixo junta poeira, cabelo e areia, e aí a porta trava, sai do prumo e acaba descarrilando. Passe o aspirador ou um pano no trilho de vez em quando. É um minuto e evita troca de kit inteiro
  • Não pendure peso na porta aberta, e não deixe criança se pendurar. É o que mais entorta trilho

Limpeza por dentro

Armário entregue sujo é item de vistoria, e limpar na correria do último dia costuma não dar certo. Vale limpar por dentro de tempos em tempos: pano úmido bem torcido e secar na sequência, nunca produto abrasivo. Na cozinha, a gordura que se acumula em cima dos armários endurece com o tempo e depois só sai com esforço, então não deixe acumular.

A regra que resume tudo: armário não gosta de água, de pancada e de força. Respeitando esses três, ele chega inteiro no fim da locação.

Tomada, fechadura, campainha e vidro

Disjuntor, tomada frouxa, fechadura emperrada e vidro quebrado

São as miudezas que ninguém lembra até parar de funcionar. Todas se resolvem rápido, e a maioria sem chamar ninguém.

Quadro de disjuntores residencial aberto em parede branca

Tomada ou interruptor que parou

  • Antes de tudo, olhe o quadro de disjuntores. Um disjuntor desarmado explica boa parte dos casos, e religar resolve na hora
  • Se ele desarmar de novo logo em seguida, não insista. Alguma coisa naquele circuito está puxando demais ou em curto, e aí é caso de eletricista
  • Tomada frouxa, que solta o plugue sozinho, é troca simples e a peça custa pouco
  • Tomada ou plugue escurecido, com cheiro de queimado ou quente ao toque: desligue o disjuntor e chame um eletricista. Isso é sinal de mau contato, que é a causa mais comum de princípio de incêndio em casa
Evite benjamim e extensão ligando vários aparelhos de alta potência na mesma tomada. Ferro, micro-ondas, ar e chuveiro pedem tomada própria.

Fechadura e chave

  • Não force chave que está emperrando. Chave entortada ou quebrada dentro da fechadura transforma um probleminha num chaveiro de urgência
  • Lubrifique com grafite em pó, vendido em qualquer chaveiro. Nada de óleo, WD-40 ou azeite: óleo junta poeira, empasta e trava a fechadura de vez
  • Porta que só fecha empurrando com força costuma ser só o ajuste do trinco ou da dobradiça
  • Deixe uma cópia da chave fora de casa, com alguém de confiança. Evita chamar chaveiro num domingo
Chaveiro costuma estar entre os serviços da assistência 24 horas do seguro contra incêndio. Antes de contratar por fora, vale conferir.

Campainha e interfone

Campainha sem fio quase sempre é pilha. Campainha com fio e interfone que pararam de tocar costumam ser a fonte ou o botão externo, que sofre com chuva e sol. Em prédio, o interfone é da área comum, então o caminho é falar com o síndico ou com a administração do condomínio.

Vidro quebrado

Não tente retirar o vidro sozinho: caco de vidro corta fácil e vidro de janela costuma estar preso com massa ou baguete. Isole o local, principalmente se tiver criança ou animal em casa, e chame um vidraceiro. Vidraceiro também aparece na lista de serviços cobertos por planos mais completos de assistência 24 horas.

Cuidados com o piso

O que nenhum piso perdoa, e o cuidado certo para cada material

Piso é um dos itens que mais aparecem nas conversas de devolução, e quase sempre por causa de produto de limpeza errado. Vale a pena saber disso desde o primeiro dia.

Piso vinílico amadeirado com pano de microfibra, borrifador e feltros sob os pés da cadeira
O que nenhum piso perdoa: palha de aço, esponja de aço, soda cáustica, ácido muriático e produtos com flúor, como limpa-alumínio, limpa-pedra e alguns limpa-vidros. Esses atacam o acabamento e deixam o rejunte poroso, e o estrago não tem volta. Cuidado até com o respingo: limpar a janela ou o fogão com produto desse tipo e deixar cair no piso já mancha.

O resto depende do tipo de piso, e é aí que mora a diferença.

Madeira e laminado

Não lave e não molhe. O miolo é de madeira e incha. Use pano apenas úmido, bem torcido, e seque em seguida. Água parada empena a peça e estufa a emenda, que é o defeito mais caro desse tipo de piso, e os fabricantes tratam excesso de água como perda de garantia. Nada de cera nem sapólio: cera forma película gordurosa e sapólio risca.

Piso de taco antigo com acabamento em cera é a exceção: nele, encerar é justamente a manutenção correta. Se o seu piso de madeira tem verniz ou sinteco, não encere.

Vinílico

Aqui a regra não é a mesma do laminado, e muita gente erra. Depende de como ele foi instalado:

  • Vinílico colado (manta ou régua colada no contrapiso): pode ser lavado, desde que você seque logo e não deixe água empoçada
  • Vinílico clicado (as réguas se encaixam umas nas outras): não lave. A água entra pelas frestas, chega ao contrapiso e gera mofo por baixo

Em nenhum dos dois use sabão em pó, que além de desgastar deixa o piso escorregadio. E vale saber: vinílico não é à prova d’água. Os fabricantes desaconselham em banheiro com chuveiro, porque a umidade constante descola as réguas.

Porcelanato e cerâmica

Água morna com detergente neutro resolve o dia a dia. O passo que quase todo mundo pula é enxaguar com água limpa e secar com pano: sem isso o detergente deixa uma película que atrai sujeira, e é a causa número um de “meu porcelanato não limpa”.

  • Porcelanato polido é o mais delicado. Perde brilho com ácido e com abrasivo, e brilho perdido só volta com repolimento profissional
  • Acetinado e natural aceitam esfregar de leve com esponja macia
  • Piso antiderrapante de área externa, box e área de serviço é o contrário dos outros: não basta pano úmido, ele precisa de vassoura ou escova com detergente e água
Rejunte escurecido no box quase sempre é fungo, não sujeira. Por isso esfregar não resolve e ele volta. Água sanitária diluída ajuda, e existe limpador próprio para rejunte. O que não pode é ácido muriático ou soda cáustica, que deixam o rejunte poroso e pioram o problema para sempre. Rejunte muito comprometido não se limpa: se remove e se refaz.

Quatro proteções que custam quase nada

  • Feltro nos pés dos móveis. Evita o risco, que é a marca mais comum de todas. E na hora de mudar o móvel de lugar, levante em vez de arrastar
  • Capacho na porta de entrada. Areia na sola do sapato é o que mais risca piso dentro de casa
  • Prato com pés embaixo do vaso de planta, e uma base embaixo do botijão de gás. Apoiados direto no chão, os dois deixam marca que não sai: o vaso forma anel de umidade e o botijão enferruja na base
  • Rodízio certo na cadeira de escritório. O de náilon que vem de fábrica risca laminado e vinílico. Um jogo de rodízios de poliuretano, ou um tapete rígido embaixo da cadeira, resolve por pouco dinheiro
Em piso laminado, vale ainda ficar de olho em dois detalhes: sol batendo direto todos os dias desbota e pode empenar a régua, então cortina ajuda; e como o laminado é flutuante, ele precisa poder se mexer um pouco, então evite prender o piso com móvel embutido ou bate-porta parafusado.

Extintor, ar-condicionado e antena

Os três prazos do extintor, o que muda no comercial e a rotina do ar-condicionado

Equipamento que veio com o imóvel é mantido por quem mora, enquanto durar a locação. São gastos pequenos, mas que pegam de surpresa se ficarem todos para o fim.

Extintor de incêndio fixado na parede de um corredor, com ar-condicionado ao fundo

Extintor

Extintor não tem uma “validade” única, como um remédio. Olhe o rótulo da empresa de manutenção colado nele: é ali que estão a data da última revisão e a da próxima. São três prazos diferentes:

  • Inspeção técnica a cada 12 meses, ou a cada 6 meses nos de CO₂
  • Recarga conforme o resultado dessa inspeção, não automaticamente todo ano
  • Teste de pressão do cilindro a cada 5 anos, contados da data de fabricação gravada no cilindro ou do último teste, nunca da data da compra

Só empresa registrada no Inmetro pode inspecionar e recarregar. Confira o selo.

Se o imóvel tem extintor, a manutenção é de quem mora. Isso vale enquanto durar a locação, do mesmo jeito que vale para qualquer outro equipamento que veio com o imóvel. Em apartamento, os extintores das áreas comuns são do condomínio, mas os que estão dentro da sua unidade são seus.
Em imóvel comercial a lista é maior. Além do extintor, costuma haver luminária de emergência, placa de sinalização, alarme e, dependendo da atividade, central de incêndio. A manutenção e a recarga de tudo isso acompanham a locação e ficam com quem ocupa o imóvel. Vale programar junto com a renovação do AVCB.

Ar-condicionado

  • Filtro uma vez por mês, e você mesmo faz: retire, lave em água corrente com sabão neutro, deixe secar à sombra e recoloque. Nunca recoloque molhado. Filtro sujo gela menos, gasta mais luz e joga poeira no ar
  • Higienização completa uma vez por ano, com técnico, de preferência antes do calor começar. Ela inclui serpentina, bandeja e dreno, que é onde se forma o mofo e de onde vem o cheiro ruim

Antena, interfone e portão eletrônico

Pequenos ajustes e trocas de peça de uso acompanham a locação.

Calendário de manutenção

O que fazer todo mês, a cada 6 meses, 1 ano e 5 anos

Tudo o que tem data certa, reunido num lugar só. Toque em Fiz hoje conforme for fazendo, que a página passa a te mostrar o que está em dia e o que já venceu. Fica salvo no seu aparelho, sem cadastro nenhum.

Calendário de parede com dias marcados ao lado de uma prateleira com borrifador

Todo mês

  • Lavar o filtro do ar-condicionado

A cada 6 meses

  • Limpar a caixa d’água, com a desinfecção incluída
  • Conferir o rejunte, principalmente o do box
  • Limpar as calhas, antes das chuvas e depois da queda das folhas

Uma vez por ano

  • Revisão do aquecedor a gás com profissional qualificado
  • Higienização completa do ar-condicionado com técnico
  • Inspeção do extintor, ou a cada 6 meses se for de CO₂
  • Abrir e fechar todos os registros da casa, para não emperrarem
  • Revisar a rede de proteção, porque o sol castiga o material

A cada 5 anos

  • Teste de pressão do cilindro do extintor
Guarde as notas junto com as datas. Na devolução do imóvel, esse histórico mostra que a casa foi bem cuidada e encurta qualquer conversa.

Entrada e saída do imóvel

Os dois momentos em que vale mais a pena prestar atenção. Quem cuida da entrada com calma costuma ter uma saída tranquila.

A vistoria de entrada

O laudo que você recebe e os prazos para apontar divergência

Junto com as chaves você recebe o laudo de vistoria, com fotos e a descrição de como o imóvel está. É esse documento que serve de referência na devolução.

Confira item por item, principalmente pintura, pisos, louças, metais, vidros, armários e o funcionamento de tomadas, interruptores e chuveiro.

Qualquer divergência precisa ser comunicada a nós por e-mail, em aluguel@lealimoveis.com, dentro do prazo previsto no contrato, para ser registrada no laudo. Isso vale inclusive para o funcionamento das instalações e para item que não conste do laudo.
Se algum ponto não pôde ser testado por falta de água, luz ou gás, o prazo desse item começa a contar quando o fornecimento for restabelecido, no limite previsto no contrato.

O que mais aparece na vistoria de saída

A lista real do que mais gera reparo na devolução

Esta é a lista real do que mais gera reparo na devolução dos imóveis que administramos. Não tem nada de novo aqui: é tudo o que já foi explicado nas dicas acima, reunido num lugar só para você conferir antes de entregar as chaves.

Sala vazia, limpa e com paredes brancas pintadas, pronta para a devolução

Ninguém aqui ganha nada com cobrança na saída. O melhor cenário, para todo mundo, é você devolver o imóvel sem nenhuma.

1. Armários

É o item que mais aparece, com folga. Fundo inchado por vazamento embaixo da pia, marca de vassoura e rodo no pé do armário, dobradiça desregulada e trilho de porta de correr travado por sujeira. Ver como evitar.

2. Sujeira, principalmente dentro dos armários

Armário entregue sujo por dentro e gordura acumulada em cima dos armários da cozinha são item de vistoria. Limpar aos poucos durante a locação é muito mais fácil que resolver tudo no último dia. Ver como limpar.

3. Vazamento na válvula de descarga e nos registros

Válvula pingando e registro vazando pelo volante aparecem em boa parte das vistorias, e são reparos simples e baratos de resolver durante a locação. Descarga · Torneira e registro.

4. Sifão vazando

Merece atenção dobrada, porque além do vazamento em si ele é a causa número um de armário de pia estragado. Ver o cartão do sifão.

5. Falta de rejunte

Rejunte solto ou faltando, principalmente no box. É a manutenção mais barata da casa e uma das que mais aparecem na saída. Ver como refazer.

6. Acessórios de banheiro faltando ou quebrados

Porta-toalha, papeleira, saboneteira e assento do vaso. Se trocou por gosto, guarde o original para recolocar. Se quebrou, reponha antes da vistoria. Ver o cartão de acessórios.

7. Itens que somem sem ninguém notar

Chaves e cópias, lâmpadas, chuveiro, controles de portão e crachás de acesso. São coisas pequenas que, somadas, viram uma lista comprida no fim. Entrega das chaves · Lâmpadas.

O jeito certo de conferir: use a vistoria inicial. Ela está junto com o seu contrato de locação e descreve, item por item, como o imóvel estava quando você recebeu. Antes de devolver, ande pelo imóvel com ela na mão e confira tudo, cômodo por cômodo. É esse documento que vale na comparação, e é ele que resolve qualquer dúvida sobre o que era assim desde o começo.

Pintura na devolução

Como o imóvel deve ser devolvido e o que conferir antes de contratar

A regra é simples: imóvel entregue pintado é devolvido pintado, com a mesma tinta, cor e acabamento do laudo de entrada.

Se você pintou alguma parede de outra cor durante a locação, o combinado é voltar para a cor original antes de entregar.

Orçamento muito abaixo do mercado costuma sair caro no fim: tinta de baixa cobertura precisa de mais demãos e frequentemente o serviço acaba tendo que ser refeito. Peça referência do pintor e confira o tipo de tinta.
Antes de contratar o serviço, fale com a gente. A gente confere no laudo de entrada como o imóvel foi entregue e te orienta.

A entrega das chaves

Só na sede e com recibo datado, e o prazo do contrato para repor o que faltar

Este é o ponto em que mais gente se atrapalha, e é simples de acertar.

Mão entregando um molho de chaves sobre um balcão de atendimento
A entrega precisa ser feita na nossa sede, com recibo datado. Deixar as chaves na portaria, com um vizinho ou mandar pelo correio não encerra a locação, e aluguel e encargos continuam sendo devidos até a entrega formal, com recibo.

Entregue todas as chaves e cópias, inclusive as que você mandou fazer durante a locação, junto com controles de portão, tags e cartões de acesso, na mesma quantidade que consta da vistoria inicial.

Faltando ou danificado algum item, o prazo para repor é o previsto no contrato. Isso inclui reprogramar controle, tag ou cartão junto ao condomínio ou ao fornecedor. Se a chave da porta de entrada foi perdida, a reposição é a troca do cilindro, com cópias no mesmo número que você recebeu.

O recibo que você recebe é a prova de que a sua responsabilidade terminou naquela data.

Luz e água na saída

A ordem certa para cancelar luz e água sem dor de cabeça

Parece detalhe, mas a ordem importa. Só peça o encerramento das contas de luz e água depois que a vistoria final estiver concluída e liberada.

Se você cancelar antes, o imóvel fica sem energia e sem água justamente quando ainda pode ser preciso testar chuveiro, torneira e tomadas, ou realizar algum reparo. Aí a religação acaba ficando por sua conta, e ainda atrasa o encerramento.

O jeito tranquilo: faça a vistoria final, receba a liberação, entregue as chaves, e só então peça o encerramento das contas.

Como funciona a saída

O passo a passo, e por que vale resolver as pendências antes de entregar

Para não ter surpresa, vale conhecer o caminho antes de começar. Notificação, laudo, orçamento e prazo são sempre enviados por e-mail, e é por e-mail que a sua resposta também precisa vir: é o registro que vale para as duas partes.

Caixas de mudança empilhadas no canto de uma sala vazia
  1. Você avisa que vai sair e a gente combina a data da vistoria final
  2. Na vistoria, comparamos o imóvel com o laudo de entrada
  3. Se aparecer alguma pendência, você recebe o laudo com os orçamentos e tem um prazo para providenciar os reparos
  4. Se discordar de algum item, é só apresentar a sua posição ou um orçamento próprio dentro do prazo, que a gente analisa junto
  5. Resolvidas as pendências, as chaves são entregues e a locação se encerra
Por que vale resolver antes de entregar. Se na vistoria final o imóvel não estiver em condições de ser alugado de novo, por causa da extensão dos danos ou de algo que comprometa o uso, o contrato prevê indenização ao proprietário pelos aluguéis e encargos de todo o período em que o imóvel ficar indisponível, contado da entrega das chaves até a conclusão dos reparos. É o tipo de conta que fica bem mais cara do que o reparo em si.
Não deixe nada para trás. Móvel, entulho ou objeto que ficar no imóvel depois da devolução é notificado por e-mail para retirada no prazo previsto no contrato. Depois disso, o contrato prevê que os bens sejam tratados como abandonados, com os custos de remoção por conta de quem morava. Animal nunca pode ficar no imóvel: abandono de animal é crime, e o caso é comunicado aos órgãos competentes.
Quer se antecipar? Um mês antes de sair, pegue o laudo de entrada, ande pelo imóvel comparando item por item e nos mande fotos ou vídeo do que ficou em dúvida. A gente olha e te diz o que precisa de reparo. Assim dá tempo de resolver com calma e sem correria.

Situações especiais

Acessibilidade, imóvel inabitável e o que fazer em caso de sinistro
Banheiro com barra de apoio de inox instalada ao lado do vaso sanitário

Adaptações de acessibilidade

Se você ou alguém da família precisa de adaptações, como barra de apoio, rampa ou sinalização, a gente encaminha o pedido ao proprietário com prioridade. O caminho é pedir por escrito antes, por meio da gente, escolhendo soluções que possam ser removidas na saída. A gente orienta o formato que atende sem comprometer o imóvel.

Quando a adaptação mexer em instalação elétrica ou hidráulica, a execução é por profissional habilitado. Ao fim da locação, o imóvel volta ao estado anterior, salvo se ficar combinado o contrário por escrito.

Se o imóvel ficar inabitável

Em casos graves e fora do controle de todos, como um temporal que compromete a estrutura, existe caminho. Se os reparos que cabem ao proprietário durarem mais de 10 dias, a lei prevê abatimento proporcional do aluguel pelo período que passar disso; se durarem mais de 30 dias, quem mora pode encerrar a locação sem multa (Lei 8.245/91, art. 26). A situação é avaliada com laudo técnico ou determinação da Defesa Civil, e cada caso é tratado com o proprietário.

Essa regra vale para evento fora do controle das partes. Ela não se aplica quando a situação foi causada por quem mora no imóvel.

Avise a gente imediatamente para encaminharmos a avaliação.

Em caso de sinistro

Incêndio, alagamento, queda de estrutura ou qualquer evento coberto pelo seguro: comunique a nós e à seguradora imediatamente, no prazo previsto na apólice. Preserve o local e os vestígios até a vistoria do regulador, porque mexer na cena antes da avaliação pode inviabilizar a cobertura, e é ela que pode cobrir o prejuízo. Guarde e entregue os documentos que a seguradora pedir durante a regulação do sinistro.

Ficou com dúvida?

Se você não tem certeza de quem resolve ou por onde começar, fale com a gente antes de contratar qualquer coisa. A gente te orienta sobre o caminho e, quando fizer sentido, indica um prestador de confiança. A escolha e a contratação continuam sendo suas, mas você não fica sem saber o que fazer.