Dicas para cuidar do imóvel alugado
O que é do inquilino, o que é do proprietário e como resolver, com as próprias mãos, os problemas que mais aparecem no dia a dia. Sem juridiquês, direto ao ponto.
Me diz o que está acontecendo
Escreva com as suas palavras, do seu jeito. A busca entende sinônimo e perdoa erro de digitação.
Quiz LEAL: de quem é essa conta?
Doze situações do dia a dia. Sem pegadinha: todas estão na tabela Quem paga o quê.
Antes de tudo
Duas coisas resolvem a maioria das dúvidas: saber de quem é cada conta, e lembrar que você talvez já tenha uma assistência incluída no seu seguro.
Quem paga o quê
A regra geral e a tabela com 30 situações do dia a dia
Existe uma regra simples que explica quase todos os casos: o que é estrutural, ou foi apontado na vistoria de entrada, é do proprietário. O que se usa, se desgasta e se troca no dia a dia é de quem mora.
Encanamento dentro da parede, estrutura e o que ficou registrado no laudo de entrada são do proprietário. Telhado depende da causa: sem causa aparente é do proprietário; se alguém subiu e danificou telha, é de quem mora. Lâmpada, chuveiro, vedação, rejunte, dobradiça, limpeza e as pequenas trocas do uso são de quem mora no imóvel.
A tabela abaixo está separada por ambiente e cobre as situações que mais aparecem no dia a dia. Os itens em destaque levam direto para a dica que ensina a resolver cada um.
| Situação | Costuma ser de | Por quê |
|---|---|---|
| Estrutura e construção | ||
| Cano estourado dentro da parede | Proprietário | É estrutural e não depende do uso. |
| Infiltração vinda de laje ou fachada | Proprietário | A origem está na construção, não no uso. |
| Telha quebrada, deslocada ou goteira pelo telhado | Depende da causa | Vento ou problema sem causa aparente: do proprietário. Alguém subiu e pisou na telha: de quem mora. Cada caso é avaliado. |
| Poste, padrão e relógio de energia | Proprietário | Faz parte da instalação permanente. |
| Problema apontado na vistoria de entrada | Proprietário | Comunicado por escrito no prazo, ele fica registrado no laudo. |
| Banheiro e hidráulica | ||
| Reparo da válvula de descarga | Quem mora | Peça interna que desgasta com o uso. |
| Mecanismo da caixa acoplada | Quem mora | Boia e vedante são peças de reposição. |
| Torneira pingando e reparo de registro | Quem mora | Courinho e vedação ressecam com o uso. |
| Sifão vazando ou entupido | Quem mora | Manutenção simples e periódica. |
| Anel de vedação do vaso sanitário | Quem mora | Peça de vedação, troca de rotina. |
| Rejunte do box e das áreas molhadas | Quem mora | Manutenção preventiva barata e periódica. |
| Porta-toalha, papeleira, saboneteira, assento do vaso | Quem mora | Acessórios de uso, que se gastam ou quebram. |
| Ralo, pia ou vaso entupidos | Quem mora | Vem do que desce pelo ralo no dia a dia. |
| Armários e marcenaria | ||
| Dobradiça desregulada ou solta | Quem mora | Ajuste de uso, e forçar porta é o que arranca. |
| Trilho de porta de correr travado ou fora do lugar | Quem mora | Trava por falta de limpeza do trilho. |
| Armário estufado por água ou vazamento | Quem mora | O MDF incha quando molha e não tem conserto. |
| Puxador, corrediça de gaveta, pé de armário | Quem mora | Peças de uso que se soltam ou quebram. |
| Armário entregue sujo ou engordurado | Quem mora | Limpeza é obrigação de quem usa o imóvel. |
| Elétrica e equipamentos | ||
| Lâmpada queimada | Quem mora | É consumo do dia a dia, como pilha e filtro. |
| Resistência do chuveiro elétrico | Quem mora | Peça de uso, e a troca é simples e barata. |
| Tomada, interruptor, fechadura, campainha, interfone | Quem mora | Peças que se gastam com o uso. |
| Filtro e higienização do ar-condicionado | Quem mora | Manutenção de rotina de quem usa. |
| Revisão anual do aquecedor a gás | Quem mora | Manutenção periódica, exigida por norma. |
| Extintor: inspeção e recarga | Quem mora | Equipamento do imóvel, mantido por quem ocupa. |
| Luminária de emergência e sinalização (comercial) | Quem mora | Segue a mesma regra do extintor. |
| Rotina de conservação | ||
| Limpeza de calhas e caixa d’água | Quem mora | Manutenção preventiva de rotina. |
| Limpeza da caixa de gordura | Quem mora | Vem do uso da cozinha. |
| Controle de pragas e dedetização | Quem mora | Acompanha o uso e a limpeza do imóvel. |
| Limpeza do imóvel e conservação do piso | Quem mora | Cuidado diário de quem está morando. |
| Vidro e louça quebrados | Quem mora | Costuma vir de acidente durante a locação. |
Antes de chamar alguém, veja a assistência 24 horas
A assistência do seguro pode enviar eletricista, encanador e chaveiro, conforme a apólice
O seguro contra incêndio do imóvel costuma vir com uma assistência residencial que muita gente esquece que tem. Dependendo do plano, ela manda eletricista, encanador e chaveiro sem custo, com um número de chamados por ano. Planos mais completos incluem também vidraceiro e desentupimento.
Ou seja: aquele reparo que você ia pagar do bolso pode estar coberto. Vale sempre conferir antes.
Como pedir um reparo
Quando o reparo não é do tipo que dá para resolver sozinho, o caminho é este. Quanto mais completo o seu primeiro recado, mais rápido tudo anda.
Os 4 passos do pedido
Os quatro passos, do primeiro recado até o acerto do reembolso
Mande a solicitação pelo WhatsApp (35) 98801-8181 ou por e-mail para aluguel@lealimoveis.com. Pelo WhatsApp a conversa anda mais rápido, e o pedido fica registrado do mesmo jeito. Se puder, já envie fotos ou um vídeo curto do problema: isso costuma economizar uma visita inteira.
1. Avaliação
Recebemos o seu pedido, analisamos o que aconteceu e identificamos de quem é aquele reparo. É aqui que a gente te diz se é um caso do proprietário, seu, ou se a assistência 24 horas do seguro cobre o atendimento.
2. Combinação
Definido de quem é, combinamos como será feito. Se for do proprietário, levamos os orçamentos para a aprovação dele, ou ele indica um profissional de confiança. Se for seu, podemos indicar prestadores para você pedir orçamento.
3. Execução
Com o profissional escolhido, o agendamento fica com você, porque é você quem tem a posse do imóvel e sabe o melhor horário. Precisamos do seu apoio nessa parte.
4. Conclusão
Terminado o serviço, confirme para a gente que ficou tudo certo. Se o reparo era do proprietário e ficou combinado por escrito que você adiantaria o pagamento, envie a nota e o comprovante para aluguel@lealimoveis.com.
Lista de prestadores
Como pedir a lista e o que conferir antes de contratar
Temos uma lista de profissionais que já atenderam imóveis da nossa carteira. Peça a lista atualizada no WhatsApp e enviamos.
A indicação é uma cortesia para facilitar a sua vida: a contratação, o pagamento e a garantia do serviço são feitos direto entre você e o profissional. A LEAL orienta e indica, mas não executa o serviço nem responde por ele.
Pedir a lista atualizada no WhatsApp
Se o reparo for feito, que a peça seja equivalente
Quando trocar alguma peça do imóvel, a substituição é por peça nova, da mesma qualidade e marca da que estava lá. Isso evita discussão na saída e mantém o imóvel do jeito que você recebeu. Se a peça exata não existir mais no mercado, fale com a gente antes de comprar.
Quando o profissional for do proprietário
Se o reparo é por conta do proprietário e ele manda um profissional, vale combinar um horário e deixar entrar. Adiar demais deixa um problema pequeno virar grande, e aí a conta acaba mudando de lado. Marcar logo é o que protege você. Se o horário não der, é só avisar a gente que passamos o recado para quem vai fazer o serviço.
Resolva você mesmo
A maior parte do que aparece no dia a dia se resolve com paciência e uma chave de fenda. Aqui vão os casos mais comuns, explicados passo a passo.
Três testes que respondem sozinhos
Borra de café, papel-alumínio e a base do vaso
Antes de chamar alguém ou gastar com peça, estes três testes não custam nada e já dizem de onde vem o problema.
A borra de café diz se a descarga está vazando
Jogue um pouco de borra de café dentro do vaso e espere uma hora sem dar descarga. Se a borra continuar boiando parada, está tudo certo. Se ela se espalhou ou sumiu da superfície, tem água passando sem parar, e é hora de trocar o reparo ou o vedante.
O papel-alumínio separa mofo de infiltração
Cole um quadrado de papel-alumínio de uns 30 cm bem esticado sobre a mancha, vedando as bordas com fita, e deixe de 24 a 48 horas. Gotas no lado virado para o cômodo são condensação, e resolvem com ventilação. Gotas no lado virado para a parede significam água vindo de dentro dela, e aí vale avisar a gente.
Secar a base do vaso mostra a origem da poça
Seque tudo muito bem e observe. Se a água volta logo depois da descarga, é a vedação com o esgoto. Se aparece devagar e sem parar, olhe primeiro os parafusos de fixação, que quando afrouxam fazem o vaso balançar e vazar aos poucos.
Acessórios que você pode instalar
Cortina, prateleira, rede de proteção e o que não pode furar
Deixar o imóvel com a sua cara é natural, e dá para fazer isso sem criar problema na devolução. A regra de ouro é simples: prefira sempre o que sai sem deixar marca.
Cortinas e persianas
Os modelos mais simples se prendem por suporte ou varão. Prefira os que usam pressão ou fixação em parede pintada, sem revestimento. Ao sair, é só retirar e levar com você.
Assento do vaso sanitário
Trocar por questão de higiene é comum. Guarde o original e recoloque na saída, ou combine com a gente se preferir deixar o novo.
Lâmpadas
Se uma lâmpada queimar ou faltar, você pode comprar do tipo que preferir. Na saída, pode levar as que comprou, desde que deixe todos os pontos de luz funcionando. Bocal vazio conta como pendência na vistoria, então o mais prático é repor por uma simples.
Porta-toalhas, porta-xampu e papeleira
Aqui a escolha certa faz toda a diferença: use os modelos de pressão ou ventosa, feitos justamente para não furar. Existe muita opção boa e barata, e eles saem sem marca.
Prateleiras e quadros
Em parede pintada, sem revestimento, dá para fazer pequenos furos para quadros e prateleiras. Em parede com azulejo ou cerâmica, não. Para quadros leves, os ganchos adesivos resolvem bem e não deixam marca.
Redes de proteção
Segurança em primeiro lugar, e esse é um pedido que sempre atendemos. Três cuidados fazem a instalação ficar bem feita: contrate profissional especializado, garanta que a fixação não danifique o revestimento, e combine com a gente antes se a retirada na saída será necessária.
Quer trocar o chuveiro por um mais potente?
Dá para fazer, mas esse é um caso que precisa de autorização do proprietário por escrito antes da obra, porque mexe na fiação. Fale com a gente que levamos o pedido, com o orçamento, para ele avaliar. Com a autorização por escrito, fica combinado antes da obra se haverá acerto de valor e como ele será feito. Sem essa autorização, não há reembolso, e o chuveiro original volta na saída.
Infiltração e a manutenção do rejunte
Como descobrir a origem da mancha e como refazer o rejunte
Infiltração é a água passando por onde não devia: uma trinca, uma falha de vedação, um cano. Ela quase sempre começa pequena, e é aí que sai barato resolver.
Como reconhecer
- Mancha escura ou esverdeada que cresce devagar
- Bolha na pintura ou tinta soltando
- Rodapé inchado e cheiro de umidade parado
- Gotejamento no teto depois da chuva
O que fazer primeiro
Observe quando a mancha aparece. Se piora depois da chuva, a origem costuma ser externa, telhado ou fachada. Se é constante e perto de um banheiro, cozinha ou box, geralmente é vedação ou cano. Em prédio, avise também o síndico, porque a origem pode estar no apartamento de cima ou na área comum.
- Umidade que sobe do chão. A mancha começa no rodapé e sobe uns 30 a 50 cm, com bolha e tinta descascando nessa faixa. Vem do solo, não de cano
- Condensação. Pontinhos pretos finos e espalhados em parede fria, atrás de armário ou em banheiro sem janela. A parede está seca ao toque. Isso é ar úmido condensando, e o caminho é o do mofo de ventilação, logo abaixo
O rejunte: pequeno, barato e decisivo
O rejunte é aquele preenchimento entre as peças do piso e do azulejo. Ele não é só estético: é a barreira que protege a junta e dificulta a passagem de água por baixo do revestimento. Quando ele falha, a água encontra caminho, e o que era uma manutenção de poucos reais vira infiltração de verdade. Manter o rejunte em dia é uma das manutenções mais baratas que existem, e é cuidado de quem mora.
Refazer é simples e você mesmo consegue. Raspe o rejunte velho e solto, limpe bem, deixe secar, aplique o novo com uma espátula de borracha e retire o excesso com esponja úmida. Escolha o tipo certo: área seca pede rejunte comum, e área molhada, como box e cozinha, pede um rejunte próprio para umidade, que costuma ser identificado na embalagem.
Mofo na parede e no guarda-roupa
Separar mofo de ventilação de mofo de infiltração, e limpar com segurança
Mofo é a dúvida que mais aparece, e ele tem duas origens bem diferentes.
Mofo de ventilação
É o mais comum. Aparece atrás de móveis encostados na parede, dentro de armários fechados e em cômodos que ficam o dia todo sem abrir. A ordem certa é limpar primeiro e ventilar depois, porque a ventilação evita que o mofo volte, mas não faz sumir o que já está lá. Esse cuidado é de quem mora.
- Afaste o móvel da parede. No mínimo 2 cm, e de 5 a 10 cm se a parede for externa ou dividir com o banheiro, porque aí ela é mais fria
- Ventile 10 a 15 minutos por dia, de manhã, abrindo janelas de lados opostos para o ar atravessar a casa
- Em dia de chuva ou neblina o ar de fora está mais úmido que o de dentro, então deixe para ventilar no meio da manhã ou à tarde
- O banheiro é prioridade: porta e janela abertas alguns minutos depois do banho evitam mofo na casa toda
- Não seque roupa dentro de casa com tudo fechado, e não guarde roupa ainda úmida no armário
Como limpar o mofo com segurança
Esfregar mofo joga no ar muito mais esporo do que o mofo parado na parede. Vale fazer com cuidado.
- Abra janela e porta e ventile durante todo o processo
- Use luva de borracha e máscara PFF2 ou N95. Máscara de pano não filtra esporo
- Tire roupa e objeto de tecido da área antes de começar
- Nunca escove a seco. Umedeça sempre antes de mexer
- Água sanitária diluída no balde, na proporção indicada no rótulo do produto. Nunca aplique pura
- Deixe agir de 10 a 20 minutos, remova com pano úmido e seque bem
Mofo de infiltração
Esse vem acompanhado de mancha úmida que não seca, tinta descascando ou parede fria ao toque, e não melhora por mais que você ventile. Aí a origem é outra, e provavelmente é caso para o proprietário resolver. Avise a gente.
Descarga com problema
Válvula de parede e caixa acoplada, peça por peça
Existem dois tipos no dia a dia, e o conserto é bem diferente em cada um.
Válvula de parede
É aquela instalada direto na parede, acionada por um botão. Os problemas mais comuns são água correndo sem parar, descarga fraca ou botão duro.
A peça que resolve chama-se reparo, ou kit de reparo, e é barata. Na loja, peça pela marca e pela bitola da sua válvula, porque cada fabricante tem a sua, e o mais seguro é levar a peça velha junto. Feche o registro antes de abrir qualquer coisa.
Caixa acoplada
É a caixa em cima do vaso. Por dentro ela tem duas peças, e elas se trocam separadamente, o que costuma sair bem mais barato que trocar o conjunto inteiro:
- A torneira de boia, que enche a caixa e fecha no nível certo
- A torre de descarga, com o vedante na base, que solta a água e veda o fundo entre uma descarga e outra
Dá para descobrir qual é pelo sintoma:
- Água escorrendo para dentro do vaso o tempo todo: vedante ressecado ou sujeira no encaixe dele
- Água subindo acima do ladrão e escorrendo: torneira de boia não está fechando, ou a boia está desregulada
- Caixa demorando a encher: torneira de boia suja ou registro parcialmente fechado
- Botão ou alavanca falhando: acionamento da torre de descarga
Trocas simples de mecanismo e pequenas peças fazem parte da manutenção de quem mora. Se o profissional constatar um problema maior, na tubulação ou na estrutura, fale com a gente por escrito para avaliarmos o caso.
Sifão vazando
De onde vem o cheiro e de onde vem o vazamento
O sifão é a peça curvada embaixo da pia. Além de levar a água embora, é ele que segura o cheiro do esgoto. Manutenção simples e rápida, e evita entupimento, mau cheiro e mosquinha.
Sifão de plástico
Confira se as conexões estão bem encaixadas e as porcas firmes, sem forçar demais para não espanar. Verifique se o anel de vedação está no lugar e inteiro. Se estiver ressecado, troque, custa pouco. Se o seu sifão for do tipo com copo, desrosqueie e lave, porque resíduo acumulado ali entope e piora o cheiro.
Sifão metálico
Dura mais que o de plástico e a limpeza é igualmente simples: desrosqueie o copo, lave e recoloque. Confira as vedações e, se notar ponto de corrosão ou rosca danificada, vale trocar a peça.
Ralo, pia ou vaso entupidos
O que previne, o que resolve e o que nunca usar
Entupimento quase sempre vem do que desce pelo ralo no dia a dia, e por isso a manutenção fica com quem mora. A boa notícia é que prevenir é fácil.
Prevenção que funciona
- Use protetor de ralo em todas as pias e no box, e limpe com frequência
- Nunca jogue óleo de cozinha na pia. Guarde em garrafa e descarte no lixo. Um único litro de óleo pode poluir milhares de litros de água
- No vaso, só papel higiênico. Fio dental, cotonete e lenço umedecido entopem
- Se o imóvel tem caixa de gordura, abra e limpe periodicamente
Se já entupiu
Comece pelo mais simples: desentupidor de borracha, com paciência. É a orientação que as próprias concessionárias dão. Para pia, limpar o copo do sifão resolve boa parte dos casos.
Baratas, formigas e cupim
Por onde elas entram e o que fazer ao ver sinal de cupim
Praga aparece em imóvel novo e em imóvel antigo, e quase sempre pelo mesmo motivo: encontrou água, comida ou uma fresta. O controle acompanha o uso do imóvel, então é cuidado de quem mora, e prevenir é bem mais barato que dedetizar.
Baratas
Na maioria das vezes elas não nascem dentro de casa: sobem pela rede de esgoto. Por isso a prevenção é toda nos pontos de entrada.
- Protetor em todos os ralos, inclusive o da área de serviço e o do box. É a medida que mais funciona
- Ralo que fica muito tempo sem uso perde a água do sifão e vira porta aberta. Jogue um copo de água de vez em quando
- Não deixe louça suja nem restos na pia durante a noite, e mantenha o lixo tampado
- Vede frestas atrás do fogão, embaixo da pia e na saída da tubulação
- Se o imóvel tem caixa de gordura, limpe periodicamente. Caixa cheia é criadouro
Formigas
Formiga entra atrás de açúcar e migalha. Guarde açúcar, farinha e biscoito em pote fechado, limpe respingo doce na hora e siga a trilha até achar por onde elas entram, que costuma ser uma fresta de janela ou rodapé. Vedar a entrada resolve mais que matar as que estão andando.
Mosquito da dengue
Água parada é o único ingrediente que ele precisa. Os lugares que mais passam despercebidos são o pratinho do vaso de planta, a calha entupida, o tonel, a bandeja atrás da geladeira e a caixa d’água mal tampada. Uma olhada a cada semana resolve. Veja também as dicas de calhas e caixa d’água.
Cupim
Esse merece atenção e pressa, porque cupim não para sozinho.
- Sinais: pozinho parecido com serragem no chão, sempre no mesmo canto; asas soltas perto da janela depois de um dia quente; madeira que soa oca ao bater; galeria de terra subindo pela parede
- Se for em móvel seu, o tratamento é seu, e vale isolar a peça antes que passe para os embutidos
- Se for em batente, rodapé, forro, estrutura ou armário embutido do imóvel, avise a gente assim que perceber. Esse caso é avaliado à parte, porque pode ter origem na construção
Quando vale dedetizar
Se a prevenção não está dando conta, dedetização é um serviço rápido e acessível, e a manutenção durante a locação fica com quem mora. Contrate empresa licenciada, avise vizinhos se for em prédio e guarde o comprovante, que pode ser solicitado na vistoria de saída.
Chuveiro elétrico
Trocar a resistência com segurança, passo a passo
É o aparelho mais usado da casa, e por isso a resistência acaba queimando de tempos em tempos. Trocar é simples e a peça é barata.
Sinais de que a resistência queimou
O sintoma clássico é um só: a água parou de esquentar, mas continua saindo normalmente. Antes de concluir que é a resistência, confira duas coisas rápidas: se o disjuntor não desarmou e se a chave de temperatura não ficou na posição desligada.
- Esquenta só em uma posição da chave. Pode ser a resistência rompida em parte, mas também é comum ser a própria chave seletora
- A água esquenta e esfria alternando. Esse quase nunca é a resistência, porque resistência queimada não alterna, ela para. Costuma ser pouca pressão de água ou mau contato na fiação, e aí o caso é de eletricista
Antes de trocar, o essencial
Com a energia desligada, abra a tampa, retire a resistência queimada e coloque a nova, do mesmo modelo e potência. Feche a tampa, abra o registro e deixe a água encher a câmara antes de religar o disjuntor: ligar com a câmara vazia queima a peça nova na hora. Só depois religue e teste.
Sem água quente no aquecedor a gás
Três verificações, o que fazer com cheiro de gás e a revisão anual
Antes de chamar alguém, três verificações rápidas resolvem a maioria dos casos.
- O gás. Botijão vazio ou registro fechado é a causa mais comum. Se não houver nenhum cheiro de gás, teste acendendo a boca do fogão
- A pressão da água. Muitos aquecedores só ligam com uma vazão mínima. Se a caixa d’água está baixa ou o filtro da torneira entupido, ele não acende
- A chama piloto. Em modelos mais antigos, ela pode apagar. O manual costuma trazer o passo de reacender
- A pilha. Muitos aquecedores acendem por centelha elétrica, movida a pilha. Pilha fraca é uma das causas mais comuns de não acender, e a troca custa pouco
- O painel. Se o seu modelo tem visor, veja se aparece código de erro. O manual traz o significado de cada um
Se nada disso resolveu
Aquecedor a gás é equipamento que pede técnico especializado, tanto pela segurança quanto pela garantia. Fale com a gente que orientamos o caminho, e confira antes se a sua assistência 24 horas cobre o atendimento.
A revisão anual não é dica, é norma
Aquecedor a gás precisa de revisão por profissional qualificado pelo menos uma vez por ano. Isso está na norma técnica ABNT NBR 13103 e a Comgás repete em todas as orientações. Não é assunto de economia de gás, é de segurança.
O motivo é sério: quando a queima do gás não é completa, o aparelho produz monóxido de carbono, um gás tóxico que não tem cheiro, não tem cor e não dá para perceber. É o que está por trás dos acidentes com aquecedor em banheiro.
Água na base do vaso sanitário
De onde vem a poça e como descobrir a causa
Poça de água em volta da base costuma assustar, mas geralmente é a vedação, não o vaso. Vale agir rápido, porque água parada ali infiltra no contrapiso e pode chegar até o vizinho de baixo.
Como identificar a origem
Seque tudo muito bem e observe:
- A água volta logo depois da descarga: é a vedação entre o vaso e o esgoto, o anel de cera ou de borracha
- Aparece devagar e sem parar: pode ser a entrada de água ou a conexão da caixa, mas confira antes uma causa simples e muito comum, que são os parafusos de fixação frouxos. O vaso balança um pouquinho a cada uso, rompe a vedação e vaza aos poucos
- Molha só ao redor do assento: costuma ser respingo, e aí é só ajustar o assento
- A louça está “suando” por fora em dia quente e úmido: isso é condensação, não vazamento nenhum. Nesse caso não há o que consertar
Como resolver
A troca do anel de vedação é um serviço rápido para um encanador e a peça custa pouco. Envolve soltar o vaso, trocar o anel e reinstalar nivelado. Não é difícil, mas exige jeito para não trincar a louça, então costuma valer a pena chamar alguém.
Torneira pingando ou registro vazando
Courinho, reparo cerâmico e o registro que emperra
Aquele pingo que ninguém conserta desperdiça mais do que parece. Uma torneira apenas gotejando pode gastar dezenas de litros por dia, mais de mil litros por mês. Em filete, o desperdício passa de centenas de litros por dia. E o conserto é dos mais simples que existem.
O que costuma ser
- Torneira pingando mesmo fechada: a peça depende do tipo da torneira. Se ela dá várias voltas para abrir, é de compressão, e a peça é o courinho. Se abre com um quarto de volta só, é de cerâmica, e a peça é o reparo cerâmico, também chamado de cartucho. São produtos diferentes, então repare no tipo antes de ir à loja, ou leve a peça velha junto
- Vazamento pelo volante do registro: costuma ser a vedação da haste, que ressecou
- Registro duro ou que não fecha: o reparo interno pode ter travado por falta de uso
Como trocar
Feche o registro geral do imóvel, abra a torneira para aliviar a pressão, desmonte o acabamento, troque a peça interna e monte de volta. Leve a peça velha na loja para comprar igual, que é o jeito mais seguro de acertar o modelo.
Calhas e caixa d’água
Duas limpezas por ano e a desinfecção que quase todo mundo pula
São duas manutenções baratas, rápidas, que quase ninguém lembra, e que evitam justamente os problemas mais caros da casa.
Calhas
Folha, galho e poeira entopem a calha e a água transborda pela parede. É assim que nasce boa parte das infiltrações. O ideal é limpar pelo menos duas vezes por ano, antes das chuvas e depois da queda das folhas. Se houver árvore perto do imóvel, a cada três meses.
Caixa d’água
A Copasa recomenda limpar a cada seis meses e manter a caixa sempre bem tampada. O roteiro abaixo segue o que as concessionárias orientam.
- Confira que a escada de acesso está bem firme e que não há risco de queda
- Feche a entrada de água, ou amarre a boia, e use a água da caixa até quase o fim
- Deixe um palmo de água no fundo e tampe a saída, para a sujeira não descer pela tubulação da casa
- Esfregue as paredes internas com pano úmido ou escova de cerdas macias. Nada de escova de aço, sabão ou detergente
- Retire a sujeira do fundo com pá de plástico e pano, e seque
Encha de novo e use essa primeira água para lavar quintal e piso, não para beber. Anote a data da limpeza do lado de fora da caixa e já marque a próxima.
Armários: o que mais dá problema
Água, batida de vassoura, dobradiça desregulada e trilho travado
Armário é o campeão de reparo na devolução, e quase sempre por coisas pequenas que dava para evitar. A boa notícia é que todas elas são fáceis de prevenir.
Água é o pior inimigo
A maioria dos armários é de MDF ou MDP, e esse material incha quando molha e não volta ao normal. Não existe conserto: a peça tem que ser trocada.
- Olhe embaixo da pia de vez em quando. Vazamento pequeno de sifão pinga por semanas sem ninguém notar e estufa o fundo do armário. É a causa número um
- Seque respingo na hora, principalmente no rodapé do armário da cozinha e no do banheiro
- Não guarde panela ou louça ainda molhada
- Se o armário fica em parede que dá para o box, confira o rejunte do outro lado
Vassoura, rodo e cadeira
Batida de vassoura e de rodo no pé do armário é tão comum que tem nome na vistoria. A marca fica na lateral e no rodapé, onde o revestimento lasca. Na hora de varrer, encoste com jeito. O mesmo vale para cadeira empurrada contra a porta do armário da cozinha.
Dobradiça e trilho
Porta que começa a raspar ou a fechar torta quase sempre é só regulagem, e resolver cedo evita o estrago.
- Dobradiça: a maioria tem dois parafusos de ajuste, um que regula a altura e outro a profundidade. Um ajuste de meia volta já endireita a porta. Não force porta emperrada, porque é assim que a dobradiça arranca o pedaço do MDF
- Trilho de porta de correr: o trilho de baixo junta poeira, cabelo e areia, e aí a porta trava, sai do prumo e acaba descarrilando. Passe o aspirador ou um pano no trilho de vez em quando. É um minuto e evita troca de kit inteiro
- Não pendure peso na porta aberta, e não deixe criança se pendurar. É o que mais entorta trilho
Limpeza por dentro
Armário entregue sujo é item de vistoria, e limpar na correria do último dia costuma não dar certo. Vale limpar por dentro de tempos em tempos: pano úmido bem torcido e secar na sequência, nunca produto abrasivo. Na cozinha, a gordura que se acumula em cima dos armários endurece com o tempo e depois só sai com esforço, então não deixe acumular.
Tomada, fechadura, campainha e vidro
Disjuntor, tomada frouxa, fechadura emperrada e vidro quebrado
São as miudezas que ninguém lembra até parar de funcionar. Todas se resolvem rápido, e a maioria sem chamar ninguém.
Tomada ou interruptor que parou
- Antes de tudo, olhe o quadro de disjuntores. Um disjuntor desarmado explica boa parte dos casos, e religar resolve na hora
- Se ele desarmar de novo logo em seguida, não insista. Alguma coisa naquele circuito está puxando demais ou em curto, e aí é caso de eletricista
- Tomada frouxa, que solta o plugue sozinho, é troca simples e a peça custa pouco
- Tomada ou plugue escurecido, com cheiro de queimado ou quente ao toque: desligue o disjuntor e chame um eletricista. Isso é sinal de mau contato, que é a causa mais comum de princípio de incêndio em casa
Fechadura e chave
- Não force chave que está emperrando. Chave entortada ou quebrada dentro da fechadura transforma um probleminha num chaveiro de urgência
- Lubrifique com grafite em pó, vendido em qualquer chaveiro. Nada de óleo, WD-40 ou azeite: óleo junta poeira, empasta e trava a fechadura de vez
- Porta que só fecha empurrando com força costuma ser só o ajuste do trinco ou da dobradiça
- Deixe uma cópia da chave fora de casa, com alguém de confiança. Evita chamar chaveiro num domingo
Campainha e interfone
Campainha sem fio quase sempre é pilha. Campainha com fio e interfone que pararam de tocar costumam ser a fonte ou o botão externo, que sofre com chuva e sol. Em prédio, o interfone é da área comum, então o caminho é falar com o síndico ou com a administração do condomínio.
Vidro quebrado
Não tente retirar o vidro sozinho: caco de vidro corta fácil e vidro de janela costuma estar preso com massa ou baguete. Isole o local, principalmente se tiver criança ou animal em casa, e chame um vidraceiro. Vidraceiro também aparece na lista de serviços cobertos por planos mais completos de assistência 24 horas.
Cuidados com o piso
O que nenhum piso perdoa, e o cuidado certo para cada material
Piso é um dos itens que mais aparecem nas conversas de devolução, e quase sempre por causa de produto de limpeza errado. Vale a pena saber disso desde o primeiro dia.
O resto depende do tipo de piso, e é aí que mora a diferença.
Madeira e laminado
Não lave e não molhe. O miolo é de madeira e incha. Use pano apenas úmido, bem torcido, e seque em seguida. Água parada empena a peça e estufa a emenda, que é o defeito mais caro desse tipo de piso, e os fabricantes tratam excesso de água como perda de garantia. Nada de cera nem sapólio: cera forma película gordurosa e sapólio risca.
Vinílico
Aqui a regra não é a mesma do laminado, e muita gente erra. Depende de como ele foi instalado:
- Vinílico colado (manta ou régua colada no contrapiso): pode ser lavado, desde que você seque logo e não deixe água empoçada
- Vinílico clicado (as réguas se encaixam umas nas outras): não lave. A água entra pelas frestas, chega ao contrapiso e gera mofo por baixo
Em nenhum dos dois use sabão em pó, que além de desgastar deixa o piso escorregadio. E vale saber: vinílico não é à prova d’água. Os fabricantes desaconselham em banheiro com chuveiro, porque a umidade constante descola as réguas.
Porcelanato e cerâmica
Água morna com detergente neutro resolve o dia a dia. O passo que quase todo mundo pula é enxaguar com água limpa e secar com pano: sem isso o detergente deixa uma película que atrai sujeira, e é a causa número um de “meu porcelanato não limpa”.
- Porcelanato polido é o mais delicado. Perde brilho com ácido e com abrasivo, e brilho perdido só volta com repolimento profissional
- Acetinado e natural aceitam esfregar de leve com esponja macia
- Piso antiderrapante de área externa, box e área de serviço é o contrário dos outros: não basta pano úmido, ele precisa de vassoura ou escova com detergente e água
Quatro proteções que custam quase nada
- Feltro nos pés dos móveis. Evita o risco, que é a marca mais comum de todas. E na hora de mudar o móvel de lugar, levante em vez de arrastar
- Capacho na porta de entrada. Areia na sola do sapato é o que mais risca piso dentro de casa
- Prato com pés embaixo do vaso de planta, e uma base embaixo do botijão de gás. Apoiados direto no chão, os dois deixam marca que não sai: o vaso forma anel de umidade e o botijão enferruja na base
- Rodízio certo na cadeira de escritório. O de náilon que vem de fábrica risca laminado e vinílico. Um jogo de rodízios de poliuretano, ou um tapete rígido embaixo da cadeira, resolve por pouco dinheiro
Extintor, ar-condicionado e antena
Os três prazos do extintor, o que muda no comercial e a rotina do ar-condicionado
Equipamento que veio com o imóvel é mantido por quem mora, enquanto durar a locação. São gastos pequenos, mas que pegam de surpresa se ficarem todos para o fim.
Extintor
Extintor não tem uma “validade” única, como um remédio. Olhe o rótulo da empresa de manutenção colado nele: é ali que estão a data da última revisão e a da próxima. São três prazos diferentes:
- Inspeção técnica a cada 12 meses, ou a cada 6 meses nos de CO₂
- Recarga conforme o resultado dessa inspeção, não automaticamente todo ano
- Teste de pressão do cilindro a cada 5 anos, contados da data de fabricação gravada no cilindro ou do último teste, nunca da data da compra
Só empresa registrada no Inmetro pode inspecionar e recarregar. Confira o selo.
Ar-condicionado
- Filtro uma vez por mês, e você mesmo faz: retire, lave em água corrente com sabão neutro, deixe secar à sombra e recoloque. Nunca recoloque molhado. Filtro sujo gela menos, gasta mais luz e joga poeira no ar
- Higienização completa uma vez por ano, com técnico, de preferência antes do calor começar. Ela inclui serpentina, bandeja e dreno, que é onde se forma o mofo e de onde vem o cheiro ruim
Antena, interfone e portão eletrônico
Pequenos ajustes e trocas de peça de uso acompanham a locação.
Calendário de manutenção
O que fazer todo mês, a cada 6 meses, 1 ano e 5 anos
Tudo o que tem data certa, reunido num lugar só. Toque em Fiz hoje conforme for fazendo, que a página passa a te mostrar o que está em dia e o que já venceu. Fica salvo no seu aparelho, sem cadastro nenhum.
Todo mês
- Lavar o filtro do ar-condicionado
A cada 6 meses
- Limpar a caixa d’água, com a desinfecção incluída
- Conferir o rejunte, principalmente o do box
- Limpar as calhas, antes das chuvas e depois da queda das folhas
Uma vez por ano
- Revisão do aquecedor a gás com profissional qualificado
- Higienização completa do ar-condicionado com técnico
- Inspeção do extintor, ou a cada 6 meses se for de CO₂
- Abrir e fechar todos os registros da casa, para não emperrarem
- Revisar a rede de proteção, porque o sol castiga o material
A cada 5 anos
- Teste de pressão do cilindro do extintor
Entrada e saída do imóvel
Os dois momentos em que vale mais a pena prestar atenção. Quem cuida da entrada com calma costuma ter uma saída tranquila.
A vistoria de entrada
O laudo que você recebe e os prazos para apontar divergência
Junto com as chaves você recebe o laudo de vistoria, com fotos e a descrição de como o imóvel está. É esse documento que serve de referência na devolução.
Confira item por item, principalmente pintura, pisos, louças, metais, vidros, armários e o funcionamento de tomadas, interruptores e chuveiro.
O que mais aparece na vistoria de saída
A lista real do que mais gera reparo na devolução
Esta é a lista real do que mais gera reparo na devolução dos imóveis que administramos. Não tem nada de novo aqui: é tudo o que já foi explicado nas dicas acima, reunido num lugar só para você conferir antes de entregar as chaves.
Ninguém aqui ganha nada com cobrança na saída. O melhor cenário, para todo mundo, é você devolver o imóvel sem nenhuma.
1. Armários
É o item que mais aparece, com folga. Fundo inchado por vazamento embaixo da pia, marca de vassoura e rodo no pé do armário, dobradiça desregulada e trilho de porta de correr travado por sujeira. Ver como evitar.
2. Sujeira, principalmente dentro dos armários
Armário entregue sujo por dentro e gordura acumulada em cima dos armários da cozinha são item de vistoria. Limpar aos poucos durante a locação é muito mais fácil que resolver tudo no último dia. Ver como limpar.
3. Vazamento na válvula de descarga e nos registros
Válvula pingando e registro vazando pelo volante aparecem em boa parte das vistorias, e são reparos simples e baratos de resolver durante a locação. Descarga · Torneira e registro.
4. Sifão vazando
Merece atenção dobrada, porque além do vazamento em si ele é a causa número um de armário de pia estragado. Ver o cartão do sifão.
5. Falta de rejunte
Rejunte solto ou faltando, principalmente no box. É a manutenção mais barata da casa e uma das que mais aparecem na saída. Ver como refazer.
6. Acessórios de banheiro faltando ou quebrados
Porta-toalha, papeleira, saboneteira e assento do vaso. Se trocou por gosto, guarde o original para recolocar. Se quebrou, reponha antes da vistoria. Ver o cartão de acessórios.
7. Itens que somem sem ninguém notar
Chaves e cópias, lâmpadas, chuveiro, controles de portão e crachás de acesso. São coisas pequenas que, somadas, viram uma lista comprida no fim. Entrega das chaves · Lâmpadas.
Pintura na devolução
Como o imóvel deve ser devolvido e o que conferir antes de contratar
A regra é simples: imóvel entregue pintado é devolvido pintado, com a mesma tinta, cor e acabamento do laudo de entrada.
Se você pintou alguma parede de outra cor durante a locação, o combinado é voltar para a cor original antes de entregar.
A entrega das chaves
Só na sede e com recibo datado, e o prazo do contrato para repor o que faltar
Este é o ponto em que mais gente se atrapalha, e é simples de acertar.
Entregue todas as chaves e cópias, inclusive as que você mandou fazer durante a locação, junto com controles de portão, tags e cartões de acesso, na mesma quantidade que consta da vistoria inicial.
O recibo que você recebe é a prova de que a sua responsabilidade terminou naquela data.
Luz e água na saída
A ordem certa para cancelar luz e água sem dor de cabeça
Parece detalhe, mas a ordem importa. Só peça o encerramento das contas de luz e água depois que a vistoria final estiver concluída e liberada.
Se você cancelar antes, o imóvel fica sem energia e sem água justamente quando ainda pode ser preciso testar chuveiro, torneira e tomadas, ou realizar algum reparo. Aí a religação acaba ficando por sua conta, e ainda atrasa o encerramento.
Como funciona a saída
O passo a passo, e por que vale resolver as pendências antes de entregar
Para não ter surpresa, vale conhecer o caminho antes de começar. Notificação, laudo, orçamento e prazo são sempre enviados por e-mail, e é por e-mail que a sua resposta também precisa vir: é o registro que vale para as duas partes.
- Você avisa que vai sair e a gente combina a data da vistoria final
- Na vistoria, comparamos o imóvel com o laudo de entrada
- Se aparecer alguma pendência, você recebe o laudo com os orçamentos e tem um prazo para providenciar os reparos
- Se discordar de algum item, é só apresentar a sua posição ou um orçamento próprio dentro do prazo, que a gente analisa junto
- Resolvidas as pendências, as chaves são entregues e a locação se encerra
Situações especiais
Acessibilidade, imóvel inabitável e o que fazer em caso de sinistro
Adaptações de acessibilidade
Se você ou alguém da família precisa de adaptações, como barra de apoio, rampa ou sinalização, a gente encaminha o pedido ao proprietário com prioridade. O caminho é pedir por escrito antes, por meio da gente, escolhendo soluções que possam ser removidas na saída. A gente orienta o formato que atende sem comprometer o imóvel.
Se o imóvel ficar inabitável
Em casos graves e fora do controle de todos, como um temporal que compromete a estrutura, existe caminho. Se os reparos que cabem ao proprietário durarem mais de 10 dias, a lei prevê abatimento proporcional do aluguel pelo período que passar disso; se durarem mais de 30 dias, quem mora pode encerrar a locação sem multa (Lei 8.245/91, art. 26). A situação é avaliada com laudo técnico ou determinação da Defesa Civil, e cada caso é tratado com o proprietário.
Avise a gente imediatamente para encaminharmos a avaliação.
Em caso de sinistro
Incêndio, alagamento, queda de estrutura ou qualquer evento coberto pelo seguro: comunique a nós e à seguradora imediatamente, no prazo previsto na apólice. Preserve o local e os vestígios até a vistoria do regulador, porque mexer na cena antes da avaliação pode inviabilizar a cobertura, e é ela que pode cobrir o prejuízo. Guarde e entregue os documentos que a seguradora pedir durante a regulação do sinistro.
Ficou com dúvida?
Se você não tem certeza de quem resolve ou por onde começar, fale com a gente antes de contratar qualquer coisa. A gente te orienta sobre o caminho e, quando fizer sentido, indica um prestador de confiança. A escolha e a contratação continuam sendo suas, mas você não fica sem saber o que fazer.